Nem sempre o maior risco para o coração está nos alimentos que saltam logo à vista. Para o nutricionista Carlos Ordinas, há um ingrediente comum em bolachas, snacks, molhos e produtos industriais que merece mais atenção por parte dos consumidores.
O alerta foi deixado pelo especialista num vídeo publicado no TikTok, onde apontou os óleos vegetais refinados industriais como um dos grandes problemas da alimentação moderna. A publicação tornou-se viral e voltou a colocar este tema no centro da discussão sobre saúde cardiovascular.
Ingrediente comum em muitos alimentos
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o nutricionista não apontou a carne vermelha, o toucinho ou o óleo de coco como o principal inimigo do coração. Segundo Carlos Ordinas, a preocupação deve recair sobretudo sobre óleos vegetais refinados usados em larga escala pela indústria alimentar.
Entre os exemplos referidos estão os óleos de girassol, palma, milho e soja. Estes ingredientes surgem frequentemente em produtos ultraprocessados e podem estar presentes em alimentos consumidos no dia a dia sem que o consumidor repare.
Porque preocupam o nutricionista
De acordo com Ordinas, estes óleos são altamente processados e obtidos através de métodos industriais. O especialista defende que esse processo os torna mais instáveis e prejudiciais para o organismo, sobretudo quando fazem parte da alimentação habitual.
No vídeo citado pelo portal espanhol ABC Sevilla, o nutricionista afirma que o problema está no efeito inflamatório destas gorduras, tanto nos tecidos como no interior das artérias. A preocupação aumenta porque muitos destes óleos têm poucos antioxidantes e oxidam com facilidade.
Podem demorar mais de 600 dias a sair
Carlos Ordinas sustenta ainda que estas gorduras podem permanecer no organismo durante longos períodos. Segundo o nutricionista, os óleos vegetais refinados podem demorar mais de 600 dias a ser eliminados do corpo.
O especialista associa essa permanência a possíveis efeitos negativos em órgãos, membranas celulares e tecidos. Apesar do alerta, o tema continua a dividir opiniões entre especialistas, pelo que a mensagem deve ser lida sobretudo como um apelo à redução do consumo frequente de produtos ultraprocessados.
Onde podem estar escondidos
Uma das razões que torna estes óleos mais difíceis de evitar é o facto de surgirem em muitos produtos comuns. Bolachas, bolos industriais, pizzas congeladas, snacks embalados, gomas, fritos, molhos e algumas maioneses podem incluir óleos vegetais refinados na composição.
Isto significa que uma pessoa pode estar a consumir este tipo de gordura mesmo quando não usa óleo em casa para cozinhar. Basta comprar regularmente alimentos embalados ou prontos a comer para aumentar a exposição a estes ingredientes.
Ler o rótulo faz diferença
Segundo o ABC Sevilla, o conselho deixado por Ordinas passa por prestar mais atenção aos rótulos. Quando óleos vegetais refinados surgem entre os primeiros ingredientes, isso pode indicar que estão presentes em quantidade significativa no produto.
Outra pista está na lista de ingredientes demasiado longa. Embora nem todos os alimentos embalados sejam iguais, produtos com muitas gorduras refinadas, açúcares e aditivos tendem a ser menos interessantes do ponto de vista nutricional.
Azeite surge como alternativa
Como alternativa, o nutricionista defende o uso de gorduras mais saudáveis, com destaque para o azeite virgem extra. Este ingrediente, comum na dieta mediterrânica, é valorizado pela presença de antioxidantes e pelo perfil mais favorável para uma alimentação equilibrada.
A troca não significa que todos os alimentos tenham de ser eliminados de forma radical, mas sim que o consumo frequente de ultraprocessados deve ser reduzido. Pequenas escolhas, feitas de forma consistente, podem ter impacto na saúde a longo prazo.
Equilíbrio continua a ser essencial
Apesar do tom forte do alerta, vários especialistas recordam que a alimentação deve ser avaliada como um todo. Nenhum alimento isolado explica, por si só, o risco cardiovascular, mas o consumo habitual de produtos ultraprocessados pode contribuir para uma dieta menos saudável.
A recomendação mais prudente passa por privilegiar alimentos simples, cozinhar mais em casa quando possível e escolher produtos com listas de ingredientes mais curtas. No caso das gorduras, o azeite continua a ser uma das opções mais associadas a padrões alimentares saudáveis.
Atenção ao que parece inofensivo
O alerta de Carlos Ordinas tornou-se viral precisamente porque aponta para um ingrediente que passa despercebido. Muitos consumidores evitam fritos ou carnes gordas, mas acabam por ingerir óleos refinados através de produtos que parecem inofensivos.
No final, a mensagem principal é simples: antes de colocar um produto no carrinho, vale a pena olhar para o rótulo. Se os óleos vegetais refinados aparecem logo no início da lista, talvez seja melhor procurar uma alternativa menos processada.
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