Muitos portugueses continuam a pensar que evitar carnes vermelhas e processadas é suficiente para manter uma alimentação segura. Mas e se outro tipo de carne, considerado por muitos como ‘mais saudável’, também trouxer riscos inesperados?
Recentemente, surgiram novas investigações que apontam o dedo à carne branca, nomeadamente ao frango, como potencial fator de risco quando consumido em excesso. Apesar de ser popular por ser uma proteína magra e uma escolha frequente em dietas equilibradas, o seu consumo elevado pode não ser tão inofensivo quanto se pensava.
O que diz a ciência sobre o consumo de carne branca
De acordo com o site Best Life, um estudo recente publicado na revista Nutrients revelou que o consumo elevado de carne de aves pode estar associado a um aumento significativo no risco de mortalidade.
A investigação centrou-se nos cancros gastrointestinais e contou com a participação de cerca de cinco mil indivíduos.
A nova preocupação: frango e outros tipos de carne branca
Segundo a mesma fonte, o frango, normalmente visto como uma alternativa mais saudável ao bife ou à salsicha, pode não ser tão inofensivo quanto se pensava.
O estudo indica que consumir mais de 300 gramas por semana pode representar um aumento de 27% no risco de morte por cancro gastrointestinal.
Como foi conduzido o estudo
A equipa de investigadores recolheu dados de participantes italianos ao longo de 19 anos, agrupando os indivíduos consoante o consumo semanal de carne: total, vermelha e de aves.
Foram registadas 1028 mortes, das quais 108 resultaram de cancros do trato gastrointestinal, como os do cólon, fígado e pâncreas.
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Mais riscos para os homens
Escreve o mesmo site que os resultados foram particularmente preocupantes no caso dos homens, cujo risco relativo de mortalidade era mais elevado com o aumento do consumo de carne de aves. Já as mulheres apresentaram uma menor variação associada ao mesmo fator.
Frango: proteína magra, mas não isenta de riscos
Apesar de conter cerca de 93% de proteína e apenas 7% de gordura, conforme refere a mesma fonte, o peito de frango não se revelou imune a efeitos adversos a longo prazo.
Ainda que seja uma opção magra e popular entre quem procura refeições equilibradas, a frequência e a quantidade ingerida parecem desempenhar um papel crítico.
A resposta pode estar no equilíbrio
A publicação explica que o aumento do consumo de carne branca tem sido impulsionado pela crescente consciência sobre os perigos das carnes vermelhas e processadas.
No entanto, os especialistas alertam para a importância de uma dieta diversificada, com maior destaque para fontes vegetais e peixes.
O que podemos retirar deste estudo?
Segundo a mesma fonte, os investigadores reforçam que não é necessário eliminar por completo as aves da alimentação, mas sim reduzir as quantidades consumidas semanalmente, especialmente quando combinadas com outros fatores de risco alimentar.
Um apelo à moderação e à informação
Estes dados sublinham a importância de estar atento não apenas ao tipo de carne, mas também à dose semanal.
A ideia de que “carne branca é sempre segura” pode precisar de ser revista, com base nos mais recentes dados científicos.
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