A pandemia pode já parecer distante, mas a Covid-19 continua a circular em várias partes do mundo. A variante atualmente mais comum é conhecida como Stratus, e distingue-se por um sintoma em particular. O alerta foi dado pelo jornal espanhol AS, que explica que esta estirpe da Covid-19 é também apelidada de variante “Frankenstein”, designação que reflete o caráter invulgar da sua manifestação clínica.
O que dizem os especialistas
De acordo com o AS, citando Gareth Nye, professor de Ciências Biomédicas na Universidade de Salford, no Reino Unido, a rouquidão é um dos sinais mais frequentes desta nova variante.
Segundo o especialista, quem é infetado pela Stratus tende a apresentar fortes dores de garganta e alterações na voz, que surgem de forma mais marcada do que outros sintomas típicos da Covid-19.
O mesmo jornal acrescenta que, para além da voz rouca, continuam a verificar-se manifestações já conhecidas, como tosse, febre, espirros, congestão nasal e fadiga. Também têm sido reportados casos de problemas digestivos.
Uma variante mais contagiosa
Ainda que não provoque sintomas mais graves do que as anteriores, a variante Stratus tem-se mostrado mais contagiosa.
Segundo o AS, desde o verão passado que esta se tornou a linhagem dominante em circulação. A sua rápida propagação tem levado médicos a alertarem para a necessidade de não descurar a prevenção.
Tal como acontece com a gripe, a vacinação continua a ser considerada a melhor barreira contra a doença. Os profissionais de saúde recomendam que quem pertence a grupos de risco se mantenha atento às campanhas sazonais de vacinação contra a Covid-19.
A importância de reconhecer sinais
A voz rouca, descrita como o “sintoma estranho” da variante “Frankenstein”, é, segundo especialistas citados pelo AS, o fator mais distintivo desta estirpe.
Reconhecer precocemente os sintomas pode ajudar a procurar acompanhamento médico e a reduzir potenciais cadeias de transmissão.
O jornal lembra ainda que, apesar de muitos associarem a pandemia ao passado, a realidade é que o coronavírus se comporta hoje de forma semelhante ao vírus da gripe: não desapareceu, mas vai evoluindo em variantes que se tornam mais ou menos predominantes consoante o período do ano.
A vida com o vírus
Mais de cinco anos após o início da crise sanitária, a Covid-19 faz parte do dia a dia como uma doença respiratória que pode afetar de forma mais intensa os mais vulneráveis.
A chegada da variante Stratus reforça a ideia de que o vírus continua ativo e em mutação, exigindo atenção e medidas de prevenção adequadas.
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