Compreendendo perfeitamente a boa intenção do uso das redes sociais para votações, nomeadamente para atribuição de prémios, inclusive pecuniários de concursos organizador por instituições insuspeitas,
Lembro que as redes sociais estão a ser proibidas por vários países europeus para cidadãos até aos 16 anos de idade. Portugal é um deles. Os alertas sobre o perigo das redes tem sido uma constante.
A quantidade de perfis falsos é imensa. Uma pessoa pode ter os perfis falsos que quiser, comentar notícias e alimentar mentiras. Há aqueles que se destinam a afetar a vida de pessoas ou organizações. Inclusive, a escolha dos nossos governantes.

Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR)
A informação credível tem de ser produzida por órgãos de comunicação social credíveis
A influência que estas redes têm na opinião das pessoas é preocupante. E molda o pensamento com notícias falsas e desinformação.
A decisão dos britânicos que decidiram sair da União Europeia foi influenciada por uma campanha com notícias falsas divulgadas pela rede social. Foi admitido. Um desconhecido candidato a presidente da Roménia ganhou as eleições. Foram anuladas. Descobriu-se que uma massiva campanha de uma rede social na noite anterior influenciou este resultado.
Que me desculpe quem pensa o contrário, mas como jornalista não posso deixar de ficar preocupado com esta realidade.
A informação credível tem de ser produzida por órgãos de comunicação social credíveis. Com responsáveis devidamente identificados e sujeitos a leis que procuram impedir as notícias falsas. E que não se podem esconder atrás de perfis falsos.
Leia também: Bilhete Postal: UE com rumo bem definido? | Por Eduardo Costa
















