A União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN anunciou que os trabalhadores algarvios se vão juntar à concentração marcada para esta quarta-feira, 18 de junho, frente à Assembleia da República, em protesto contra o pacote laboral que será debatido na generalidade.
Segundo a estrutura sindical, o Governo decidiu avançar com o debate parlamentar sem aguardar pelos 30 dias obrigatórios de discussão pública do documento, considerando que existe pressa em responder às exigências do patronato.
Para a União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN, este pacote laboral representa “uma declaração de guerra aos trabalhadores de Portugal”, justificando uma resposta firme dos trabalhadores, incluindo os do Algarve, durante a tarde em que decorrerá o debate na Assembleia da República.
Algarve rejeita mais exploração e desigualdades
A estrutura sindical sublinha que os trabalhadores do Algarve participam nesta iniciativa “numa forte posição de rejeição de mais exploração, injustiças e desigualdades sociais”.
A União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN defende que o país precisa de uma política que valorize o trabalho, através do aumento dos salários e das pensões, do fim da precariedade, em particular entre os jovens, da regulação dos horários e da defesa da contratação coletiva.
Entre as prioridades apontadas estão ainda a consagração do princípio mais favorável ao trabalhador, o respeito pelos direitos da parentalidade, o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, bem como o direito constitucional de acesso à habitação.
Sindicatos exigem rejeição do pacote na Assembleia da República
A União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN afirma que os trabalhadores não aceitam aquilo que classifica como um “retrocesso civilizacional” e garante que, através da luta, continuarão a exigir melhores condições de vida e outro rumo para o país.
A estrutura sindical defende que o pacote laboral deve ser rejeitado de forma inequívoca na Assembleia da República, considerando que se impõe o voto contra.
Para a União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN, deve ser igualmente rejeitada “qualquer tentativa de o fazer baixar à especialidade sem votação”, por entender que a abstenção significaria permitir o avanço de alterações à legislação laboral amplamente contestadas pelos trabalhadores e pela sociedade.
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