Com a chegada do bom tempo e a maior afluência às praias, aumenta também a probabilidade de se presenciarem situações de arrojamento de animais marinhos, como tartarugas, golfinhos ou focas. Segundo o Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do Zoomarine – o Porto d’Abrigo –, estes encontros inesperados podem ser marcantes, mas suscitam frequentemente dúvidas quanto à forma correta de agir.
“Para que o encontro possa ser vivido com tranquilidade”, o o Porto d’Abrigo partilha um conjunto de recomendações que garantem não só a segurança do animal, como também a de quem o encontra.
“Mantenha a calma e a distância”, alerta o centro de reabilitação. “Não tente tocar, alimentar ou devolver o animal ao mar. Estes animais são selvagens, não estão habituados ao contacto humano e, muitas vezes, podem estar feridos ou doentes, exigindo cuidados veterinários especializados”.
Outra das indicações é reduzir o ruído e manter a área segura. “Minimize o barulho e afaste os curiosos e os animais de estimação”, pede o Zoomarine. “Crie um perímetro de segurança para evitar que o animal se sinta mais stressado. Aquela pessoa que quer tirar uma fotografia ou tocar no animal? Ajude a que mantenha a distância. E o seu cão? Também é melhor afastá-lo”.
A observação cuidadosa, sem interferência direta, é fundamental. “Tente identificar o tipo de animal (tartaruga, foca ou cetáceo) e anote características como tamanho, cor e possíveis ferimentos. Verifique também se lhe parece vivo ou morto, sem tocar diretamente. Informações acerca do comportamento do animal também são valiosas para transmitir às autoridades”, recomenda o centro.
A localização precisa do avistamento é outro ponto importante: “Anote pontos de referência ou utilize a localização GPS do telemóvel para facilitar o resgate.” E, se possível, “tire fotos do animal para ajudar os especialistas na identificação e avaliação do estado de saúde”.
O Zoomarine lembra que as autoridades competentes estão disponíveis 24 horas por dia para assegurar o bem-estar dos animais marinhos. “Os técnicos especializados irão informá-lo dos procedimentos a seguir, enquanto a equipa não chega ao local”, afirma.
Os contactos das entidades responsáveis incluem:
- Rede nacional ABRIGOS / ICNF: 968 849 101
- Rede de Arrojamentos do Algarve (RAAlg): 968 688 233
- Albufeira – Porto d’Abrigo do Zoomarine: 289 560 300 (ext. 3)
- Rede de Arrojamentos do Alentejo (ARROJAL): 932 004 615
- Rede de Lisboa e Vale do Tejo (RAVLT): 911 111 241
- Rede do Norte (CRAM ECOMARE): 919 618 705
Em nota final, o Zoomarine deixa um apelo: “o mais importante é manter a calma, respeitar o espaço do animal e saber que, nestas situações, o bom senso é o melhor aliado. Cada minuto conta e, com um simples gesto — como ligar para os contactos certos — pode estar a fazer toda a diferença. Além de ajudar um ser vivo em apuros, está também a dar um contributo precioso para proteger a vida marinha e a natureza”.















