Na frota da Polícia de Segurança Pública (PSP) circula agora um veículo de alto desempenho que não passa despercebido. Com capacidades pouco comuns no parque automóvel da instituição, este automóvel de dois lugares foi confiscado durante uma operação policial e passou a ter funções muito específicas.
De acordo com o Jornal de Notícias, trata-se de um Ferrari 488 GTB, modelo produzido entre 2015 e 2019, com tração traseira, caixa automática de dupla embraiagem de sete relações e aceleração dos 0 aos 100 km/h em cerca de três segundos. O nome “488” refere-se à cilindrada de cada um dos oito cilindros (488 cc), enquanto “GTB” significa Gran Turismo Berlinetta. O veículo foi apreendido no âmbito de um processo de tráfico de droga e juntou-se a outros automóveis de luxo confiscados em operações semelhantes.
Funções reservadas a missões especiais
Segundo a mesma fonte, o Ferrari e outros veículos de características excecionais não são utilizados em perseguições. Em vez disso, estão afetos a missões de representação e prevenção, como transporte urgente de órgãos humanos, policiamento de visibilidade em grandes eventos ou exibição em feiras.
Escreve o jornal que em ocasiões como a visita do Papa a Portugal ou a concentração motard de Faro, estas viaturas podem ser mobilizadas. Nos últimos meses, a frota foi reforçada com outros carros de elevado valor anteriormente na posse de criminosos.
Diferenças entre PSP e GNR
De salientar que a PSP atua predominantemente em áreas urbanas, enquanto a Guarda Nacional Republicana (GNR) intervém também em zonas rurais. A PSP é uma força policial sob tutela do ministro da Administração Interna, ao passo que a GNR é uma força militar integrada no Exército, sujeita às determinações militares do Estado.
Segundo o portal PT Jornal, ambas partilham responsabilidades no controlo do tráfego automóvel, embora a GNR esteja mais presente fora dos aglomerados urbanos. A PSP tem a seu cargo a emissão de licenças relacionadas com explosivos, enquanto a GNR assegura 12 milhas de vigilância ao longo da costa e desempenha funções na proteção da natureza.
Competências partilhadas e investigação criminal
Explica a mesma fonte que tanto a PSP como a GNR podem apoiar investigações de homicídios, embora a competência principal pertença à Polícia Judiciária (PJ). Estas forças são frequentemente as primeiras a chegar a locais de crime e têm a obrigação de acionar a PJ quando se trata de grande tráfico, terrorismo ou crimes económicos.
Ambas as forças previnem a criminalidade, garantem a segurança de eventos desportivos e culturais e promovem a formação cívica da população.
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