Entrou em vigor a 28 de janeiro uma nova taxa aplicada pela Iberia a determinados volumes transportados no porão. De acordo com o canal de televisão espanhol, Telecinco, a companhia aérea passou a cobrar um suplemento adicional a bagagens consideradas irregulares, podendo o valor atingir os 140 euros por trajeto, dependendo da rota e do tipo de viagem.
O encargo é aplicado no aeroporto, no momento do check-in, e não substitui o preço normal da bagagem de porão. Segundo a mesma fonte, mesmo que o passageiro já tenha pago ou tenha direito a mala incluída no bilhete, terá de suportar o suplemento se o volume não cumprir os critérios definidos.
Quanto pode custar
Os valores variam consoante o destino e se o voo é direto ou com ligação. Escreve o canal de televisão que, nas rotas para a América e Ásia, o suplemento é de 125 euros por trajeto em voos diretos e pode chegar aos 140 euros quando existe ligação.
Já nas ligações às Canárias, Europa e África, o encargo é de 60 euros por trajeto, aumentando para 70 euros em voos com ligação. Conforme a mesma fonte, nos voos domésticos, exceto Canárias, a taxa é de 35 euros, passando para 40 euros quando há escala.
O que está em causa
A medida aplica-se a volumes cuja forma ou material possam interferir com os sistemas automáticos de manuseamento de bagagem nos aeroportos. A companhia pretende reduzir incidências operacionais e reforçar a segurança no transporte das malas.
Segundo a mesma fonte, a avaliação do volume é feita no balcão de bagagem especial, onde se determina se pode ou não ser aceite para transporte.
A Iberia classifica como bagagem irregular qualquer volume mole, redondo, ovalado, de plástico ou sem estrutura rígida. Refere a mesma fonte que também são abrangidas embalagens que não mantenham uma forma estável durante o transporte. Estes itens devem ser apresentados para verificação antes de seguirem viagem. A decisão final sobre a aceitação cabe à companhia, tendo em conta critérios operacionais e de segurança.
Pode mesmo ser recusada
Segundo a mesma fonte, por razões operacionais ou de segurança, a companhia pode impedir o embarque da bagagem. Em situações excecionais, mesmo que aceite, o volume poderá não viajar no mesmo voo que o passageiro, podendo ser encaminhado para um porão especial ou transportado num voo posterior.
A nova taxa não elimina o direito à bagagem já incluída no bilhete. De acordo com o canal Telecinco, o suplemento é apenas adicional e incide exclusivamente sobre o formato considerado irregular. A companhia recomenda, por isso, a utilização de malas rígidas e de formato retangular, que se adaptam melhor aos sistemas automáticos. Esta opção reduz a probabilidade de encargos adicionais e de constrangimentos no momento do embarque.
















