Um homem de 52 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) da Guarda, na sequência de uma investigação que decorre há vários meses e que envolve dezenas de queixas. De acordo com a Lusa, o suspeito era alvo de inquérito por alegadas irregularidades no exercício da sua atividade profissional.
O detido exercia funções como mediador de seguros e, desde 2012, terá aproveitado a relação de confiança com os clientes para os convencer a investir em aplicações financeiras. No entanto, os investimentos nunca se concretizavam e o dinheiro acabava noutra direção.
Prejuízos ultrapassaram os 800.000€
A agência de notícias portuguesa adianta que os valores desviados já apurados ascendem a cerca de 800.000 euros. O suspeito terá recebido os montantes prometendo rendimentos através das instituições às quais estava ligado, mas acabou por se apoderar das quantias, dissipando-as posteriormente em contas bancárias de familiares.
A investigação teve início após uma queixa relacionada com um prejuízo de cerca de 300.000 euros. Com o avanço das diligências, o Departamento de Investigação Criminal da Guarda identificou cerca de duas dezenas de vítimas, confirmando a dimensão do esquema.
PJ continua a tentar identificar vítimas
O homem foi detido fora de flagrante delito e deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. Segundo a mesma fonte, a PJ sublinha que a investigação permanece ativa, procurando o “cabal esclarecimento dos factos” e a identificação de todas as vítimas envolvidas.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público da Guarda e deverá prosseguir nas próximas semanas com o rastreamento dos fluxos financeiros.
Esquema prolongado há mais de uma década
Conforme a Lusa, o alegado esquema terá começado em 2012 e manteve-se ativo durante mais de 10 anos. As autoridades continuam a recolher provas que permitam determinar o destino final dos montantes e avaliar o eventual envolvimento de terceiros.
A PJ não exclui a possibilidade de existirem mais pessoas lesadas, pedindo que eventuais vítimas que reconheçam o modo de atuação contactem as autoridades.
















