Num contexto de inverno marcado pela influência direta do Atlântico Norte, Portugal continental prepara-se para uma nova fase de instabilidade que se irá prolongar por vários dias, com chuva persistente, vento forte e agravamento do estado do mar. O período mais crítico deverá ocorrer na quinta-feira, dia 22, quando uma frente particularmente ativa trará precipitação intensa e rajadas que podem atingir os 80 km/h em várias regiões, segundo o site especializado em meteorologia Meteored.
A primeira frente atlântica entrou pelo noroeste do país durante a manhã de terça-feira, dia 20, afetando sobretudo o litoral Norte e Centro. A precipitação estendeu-se progressivamente aos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, alcançando também Vila Real e Viseu.
Na fase inicial, a chuva manteve-se fraca a moderada, com acumulados horários geralmente inferiores a 3,5 mm. No restante território, o dia ficou marcado por céu muito nublado, ambiente húmido e sensação de tempo fechado, mas sem precipitação relevante.
Quarta-feira com chuva generalizada
Durante a madrugada desta quarta-feira, dia 21, a precipitação avançou para sul, atingindo a região de Lisboa e o litoral alentejano. A partir do final da manhã, surgiram núcleos de chuva mais ativos no Noroeste, com especial incidência nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro.
A chuva deverá persistir ao longo do dia e prolongar-se até ao final da noite, incidindo sobretudo nas regiões Norte e Centro. De acordo com a mesma fonte, este agravamento marca a transição para a fase mais severa do episódio meteorológico.
Quinta-feira será o dia mais adverso
Após uma curta melhoria durante a madrugada de quinta-feira, com a chuva temporariamente mais confinada ao Norte, o cenário volta a deteriorar-se de forma clara. A quinta-feira, dia 22, deverá ser o dia mais adverso desta sequência instável.
Com a aproximação de uma nova frente atlântica muito ativa, a precipitação tornar-se-á moderada a localmente forte em grande parte do território continental a partir das primeiras horas da tarde. Os núcleos de chuva deslocam-se de noroeste para sudeste, afetando sucessivamente Norte, Centro e Sul.
Durante a noite, o Alentejo poderá registar precipitação mais persistente e intensa, aumentando o risco de acumulações significativas em curto espaço de tempo, refere ainda a fonte acima citada.
Vento forte e agitação marítima em destaque
Em paralelo com a chuva, o gradiente de pressão associado à passagem das frentes irá provocar um reforço significativo do vento. As rajadas poderão atingir os 80 km/h, sobretudo no litoral e nas zonas mais elevadas, criando condições adversas à circulação rodoviária e marítima.
A agitação marítima também deverá agravar-se, com avisos de risco moderado já em vigor e possibilidade de evolução para níveis mais elevados a partir de quinta-feira, especialmente na costa ocidental. Estes fatores combinados aumentam o potencial de impacto em zonas costeiras e expostas.
Sexta-feira ainda com chuva e possível neve
Segundo o Meteored, até sexta-feira, os acumulados de precipitação poderão ser muito elevados. Em pouco mais de 72 horas, o Norte do país poderá ultrapassar os 130 mm de chuva, o que eleva o risco de cheias rápidas e deslizamentos de terras em áreas mais vulneráveis.
Apesar de uma tendência gradual para a melhoria do tempo, a sexta-feira deverá ainda ser marcada por chuva, vento e temperaturas mais baixas. Existe a possibilidade de queda de neve em vários distritos do interior.
A Serra da Estrela surge como a zona mais provável para acumulações significativas, podendo os valores superar os 20 centímetros, de acordo com os cenários atualmente previstos.
















