As eleições Presidenciais deste domingo obrigam os portugueses a sair de casa para votar no próximo Presidente da República, mas a meteorologia promete dificultar a tarefa a milhões de votantes com frio e chuva. Uma nova depressão está a afetar o território nacional e vai condicionar a mobilidade precisamente no dia decisivo, exigindo um planeamento cuidado para evitar os períodos de maior instabilidade atmosférica.
Quem pretenda exercer o seu direito de voto com o mínimo de desconforto possível deve aproveitar uma janela temporal específica identificada pelos meteorologistas. A previsão aponta para um abrandamento da precipitação durante a manhã, mantendo-se o cenário mais favorável apenas até ao meio da tarde, altura em que o estado do tempo voltará a agravar-se significativamente.
Esta informação é avançada pelo jornal Expresso, que detalha a evolução da tempestade Leonardo durante o fim de semana eleitoral. A meteorologia indica que, embora a chuva não dê tréguas totais, haverá momentos de aguaceiros mais espaçados que permitem deslocações mais seguras antes do cair da noite.
A melhor hora para sair de casa
A meteorologista Alexandra Fonseca, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, esclarece que a intensidade da chuva será menor durante o dia. No entanto, a partir do final da tarde, a precipitação voltará a ser insistente, coincidindo com o encerramento das urnas e o início da contagem dos votos.
Indica a mesma fonte que o planeamento horário será fundamental para fugir ao pico do mau tempo. Os eleitores que optarem por votar logo pela manhã ou ao início da tarde encontrarão condições menos adversas do que aqueles que deixarem o dever cívico para a última hora.
O regresso da chuva forte e da neve
A zona litoral oeste será uma das mais castigadas, com especial incidência em concelhos como Alcobaça, Caldas da Rainha, Peniche ou Torres Vedras. Nestas regiões, o agravamento noturno trará vento forte do quadrante oeste e chuva persistente que dificultará a circulação.
Explica a referida fonte que o frio também marcará presença, prevendo-se a queda de neve acima dos 800 metros de altitude, nomeadamente na Serra da Estrela ao final do dia. As temperaturas mínimas descerão para valores próximos de zero na Guarda e em Viseu, contrastando com o clima mais ameno em Setúbal e nos Açores.
Urnas mudam de sítio devido aos estragos
Os danos estruturais causados pela anterior tempestade, a Kristin, continuam a ter repercussões na logística eleitoral, forçando a Comissão Nacional de Eleições a realizar alterações de emergência. Vários locais de voto ficaram inutilizáveis, obrigando à transferência das mesas para instalações alternativas em dez distritos do país.
Entre as regiões afetadas estão Faro, Lisboa, Coimbra, Évora e Braga, onde os municípios solicitaram mudanças urgentes. A recomendação oficial é para que os eleitores confirmem o seu local de voto no próprio dia, de forma a evitar deslocações a edifícios que podem estar encerrados ou inacessíveis devido ao mau tempo anterior.
Aviso laranja e apelo à segurança
A costa portuguesa encontra-se sob aviso laranja devido à agitação marítima e à intensidade do vento trazida pela depressão Leonardo. A Proteção Civil mantém o apelo para que a população evite deslocações que não sejam estritamente necessárias, criando um desafio num dia de mobilização nacional.
Explica ainda o Expresso que as previsões podem sofrer ajustamentos nos próximos dias, mas o litoral norte e centro permanecerão como as áreas de maior risco. Aconselha-se prudência nas estradas e atenção às informações atualizadas sobre os locais de voto nas zonas mais afetadas.
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