A destruição de ninhos de vespa asiática continua a ser uma das principais frentes de atuação da Proteção Civil em vários municípios de Portugal e Vila Verde é um dos exemplos mais expressivos. Em 2025 foram eliminados 638 vespeiros ao longo do concelho, um número que reflete tanto a dimensão do problema como o reforço dos meios de resposta local.
Apesar da intervenção sistemática, a presença visual de alguns ninhos após as operações tem levantado dúvidas entre a população. A autarquia esclarece que esta situação não significa falha no combate, mas resulta da evolução dos métodos utilizados no controlo da vespa velutina.
Outono concentra maioria das intervenções
Destaca a agência de notícias Lusa que cerca de dois terços dos ninhos destruídos ao longo de 2025 foram inoculados durante os meses de outono, período em que a queda da vegetação torna estas estruturas mais visíveis e acessíveis às equipas no terreno.
É também nesta altura que se regista uma maior incidência de pedidos de intervenção por parte da população, precisamente porque os vespeiros passam a ser mais facilmente identificados em árvores, taludes ou estruturas elevadas.
Avisos no local após cada operação
Após cada ação de destruição, o serviço municipal de Proteção Civil procede à sinalização do local intervencionado. Conforme a mesma fonte, é colocado um aviso com a indicação: “Ninho destruído por aplicação de biocida”, permitindo informar residentes e transeuntes sobre o estado da ocorrência.
Esta prática visa evitar alarmismos desnecessários e reduzir o risco de intervenções indevidas por parte de particulares, num contexto em que a simples presença física do ninho pode gerar preocupação.
Métodos mudaram e a eficácia aumentou
Citado pela agência noticiosa, o vereador com o pelouro da Proteção Civil de Vila Verde, Patrício Araújo, sublinha que houve uma evolução clara nas técnicas utilizadas. “Ao contrário do que anteriormente acontecia, os métodos de destruição evoluíram e agora não passam pela incineração noturna dos vespeiros”, afirmou.
“O procedimento atual baseia-se na inoculação de um biocida que é injetado no interior do ninho de vespas”, acrescentou o autarca, apontando ganhos significativos em termos de segurança e eficácia das operações.
Como atua o biocida no interior do ninho
A aplicação do produto é feita com varas de carbono, permitindo alcançar os ninhos em altura e introduzir o biocida no interior da estrutura sem necessidade de remoção imediata. O produto permanece ativo durante vários dias, provocando a morte progressiva da colónia. Este processo pode prolongar-se até duas semanas, período durante o qual o vespeiro deixa de ter atividade.
Patrício Araújo esclarece que, por esse motivo, “é normal que os vespeiros continuem a ser visíveis, apesar de se manterem inativos, enquanto se vão desfazendo com o decorrer do tempo”. Segundo a mesma fonte, a ausência de movimento das vespas é o principal indicador de que o processo foi bem-sucedido, não sendo recomendável qualquer tentativa de remoção manual.
Combate contínuo e vigilância ativa
O relatório de atividade do serviço municipal de Proteção Civil, citado pela Lusa, destaca que o combate à vespa velutina em Vila Verde é contínuo e assente na articulação entre os serviços municipais e a colaboração da população.
A autarquia reforça que a identificação atempada dos ninhos continua a ser essencial para conter a expansão da espécie invasora, apelando à comunicação imediata de novas ocorrências às autoridades locais.
















