A jornalista do Correio da Manhã, Tânia Laranjo, partilhou nas redes sociais a sua experiência num voo intercontinental com a TAP com partida de Lisboa, destacando atrasos e incómodos durante o embarque. De acordo com a publicação da jornalista no Facebook, foi preciso esperar “meia hora de pé até que abrissem as portas do autocarro que nos leva ao avião”, não esquecendo os custos elevados para bagagem extra.
O que é certo é que, na última semana, a TAP assegurou estar a trabalhar para aumentar a eficiência e o conforto dos passageiros. Segundo a mesma fonte, os passageiros poderão em breve usufruir de melhorias significativas na operação, reduzindo a necessidade de transporte por autocarro até à aeronave.
Planos para mais slots em Lisboa
O presidente-executivo da TAP, Luís Rodrigues, declarou em conferência de imprensa que a companhia está disponível para absorver slots da easyJet em Lisboa, caso a concorrente decida libertá-los. De acordo com o Jornal Económico, esta medida permitirá aumentar o número de lugares de encosto em mangas, reduzindo o uso de autocarros e acelerando o embarque.
Segundo a mesma fonte, José Lopes, diretor-geral da easyJet Portugal, tinha mostrado interesse em ficar com mais slots da TAP em Lisboa, mas Luís Rodrigues sublinhou que a companhia está também preparada para crescer, cumprindo as regras europeias de concorrência.
Obras no Pier Sul e melhorias na operação
A TAP anunciou que as obras no Pier Sul já começaram e terão impacto direto na capacidade de encosto em mangas. Explica a publicação que esta infraestrutura permitirá um embarque mais rápido, maior conforto e melhor experiência para os passageiros. Conforme a mesma fonte, esta é atualmente a prioridade da companhia.
O executivo destacou que os voos intercontinentais, especialmente para o Brasil e a América do Sul, representam os maiores ativos estratégicos da TAP. Acrescenta a publicação que a manutenção operacional em todos os níveis é considerada um ativo estratégico mundial, garantindo a qualidade dos serviços e a segurança dos voos.
Capital humano e ativos estratégicos
Luís Rodrigues também valorizou a “qualidade das nossas pessoas”, afirmando que o profissionalismo da equipa é essencial para manter padrões internacionais e reforçar a reputação da companhia.
Em conferência de imprensa, o presidente-executivo clarificou que a venda da empresa de catering e da participação na Menzies, prevista no plano de reestruturação, não será incluída na privatização da TAP este ano. De acordo com o Jornal Económico, estas alterações visam preservar ativos estratégicos e garantir continuidade operacional.
O aumento do número de slots em Lisboa permitirá à TAP reduzir os tempos de espera nos autocarros e oferecer maior disponibilidade de mangas, respondendo diretamente às queixas de passageiros como Tânia Laranjo. A companhia continuará a monitorizar a experiência do passageiro, adaptando procedimentos e infraestrutura conforme necessário.
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