O arranque do outono climatológico, que começa oficialmente a 1 de setembro, traz consigo a incerteza típica desta época do ano. Em Portugal, o mês pode ser marcado por precipitação intensa ou por tempo seco e quente, prolongando o verão. A dúvida sobre qual destes cenários se confirmará em 2025 ganha relevância após um verão dominado por calor extremo e incêndios florestais.
Setembro entre extremos
O provérbio popular “ou seca as fontes ou leva as pontes” continua a ilustrar bem a oscilação meteorológica característica do nono mês do ano. Há registos de anos em que depressões atlânticas e gotas frias provocaram chuvas torrenciais, com impactos significativos em várias regiões do país. De acordo com o portal Meteored, setembro de 2021 é exemplo recente, quando precipitação intensa causou inundações em diferentes cidades portuguesas.
Noutros anos, porém, a realidade é oposta: tempo seco, temperaturas acima da média e agravamento da seca. Segundo a mesma fonte, essa tendência tem-se repetido com maior frequência na última década, ainda que em 2025 o balanço hídrico nacional seja mais positivo do que em anos anteriores.
Descidas de temperatura
No que respeita às temperaturas, as normais climatológicas apontam para uma descida de três a quatro graus nas regiões do interior, quando comparado com agosto. Já no litoral e nos arquipélagos, essa diferença é mais reduzida devido à influência do oceano. Escreve o site que, em setembro, os dias encurtam e as noites tornam-se mais frescas, reforçando a perceção de transição para uma nova estação.
As projeções para a primeira semana do mês indicam valores entre um e três graus abaixo da média em vastas áreas do norte e centro. Acrescenta a publicação que Lisboa, parte do Alentejo e do Nordeste Transmontano poderão registar anomalias negativas mais suaves, até um grau abaixo da referência.
Tendências regionais
Para a segunda semana de setembro prevê-se normalização dos valores térmicos. Refere a mesma fonte que no Sotavento Algarvio e no Baixo Alentejo poderá até verificar-se uma ligeira anomalia positiva, com temperaturas cerca de um grau acima da média.
Nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, a previsão é de anomalias térmicas positivas consistentes ao longo de todo o mês. Explica o site que, nestas regiões, as temperaturas deverão manter-se sempre um pouco acima do habitual.
No que toca à chuva, setembro é considerado um dos meses mais difíceis para previsões a longo prazo. Conforme o Meteored, a precipitação poderá variar entre episódios de trovoadas intensas associadas a gotas frias ou a quase total ausência de chuva, sobretudo a sul do Douro.
Para a primeira quinzena, espera-se que o norte registe valores dentro da média, enquanto o resto do continente poderá enfrentar défice de precipitação. Nos Açores e na Madeira prevê-se um cenário semelhante, embora São Miguel apresente tendência para ligeira anomalia positiva de chuva na segunda e terceira semanas do mês.
Já a segunda metade de setembro apresenta elevada incerteza. Uma ou duas depressões atlânticas poderão alterar o balanço hídrico em poucas horas, sem que haja, nesta fase, uma tendência clara para excesso ou falta de precipitação.
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