Cristiano Ronaldo deixou em aberto a continuidade na seleção nacional depois da eliminação de Portugal no Mundial, frente à Espanha. O capitão português assumiu a tristeza pela saída da prova, mas garantiu sair de “consciência tranquila”, sublinhando que deu tudo ao serviço do país ao longo de mais de duas décadas.
Depois da derrota, Ronaldo reconheceu o valor do adversário e considerou que Portugal podia ter tido outro desfecho. “Fomos eliminados por uma das melhores equipas. Foi um jogo bem disputado. Podíamos ter tido mais sorte”, afirmou o avançado, que confirmou tratar-se do seu último Mundial.
“Dei sempre tudo pelo meu país”
Cristiano Ronaldo admitiu que a eliminação foi difícil de aceitar, mas disse sentir algum alívio por considerar que cumpriu o seu papel na seleção. “É sempre triste sair assim de um Mundial. Saio de consciência tranquila, mas dei tudo. Foi o meu último Mundial, agora tenho tempo de estar com a minha família e decidir de cabeça fria”, afirmou.
Questionado sobre o futuro depois da prova, o capitão português fez um balanço da sua ligação à seleção nacional. “Vou-me levantar como me levantei hoje. Antes de Cristiano, Portugal não tinha nenhum título, agora tem três. Estive 23 anos na seleção nacional e dei sempre tudo pelo meu país”, declarou.
O avançado recordou ainda a conquista do Europeu de 2016, considerando que esse título tem para si um valor equivalente ao de um Mundial. “O Europeu em 2016 para mim vale tanto como um Mundial. Sinto um alívio em saber que dei tudo pela seleção”, acrescentou.
Ronaldo deixou também uma palavra de agradecimento a Roberto Martínez, selecionador nacional. “Quero agradecer ao mister. Adorei trabalhar com ele, um grande ser humano e um grande treinador. Ganhou um título por Portugal e eu dou muito valor a isso”, disse.
Sobre a possibilidade de Jorge Jesus vir a assumir o comando técnico da seleção, Cristiano Ronaldo evitou comentar o tema. “Não é o momento para falar sobre isso. O presidente vai tomar essa decisão”, afirmou.
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