A passagem da depressão Kristin provocou danos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, no concelho de Leiria, onde pelo menos quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa ficaram danificados após uma rajada de vento extremo registada durante a madrugada da última quarta-feira, 28 de janeiro. O incidente ocorreu sem vítimas, mas resultou em prejuízos avaliados em vários milhões de euros.
O episódio teve lugar na madrugada de quarta-feira, quando a violência do vento superou a resistência de estruturas da base, afetando diretamente aeronaves que se encontravam num hangar de manutenção, num dos momentos mais críticos associados à tempestade.
Rajadas extremas na origem do incidente
De acordo com o jornal Correio da Manhã, na Base Aérea de Monte Real foi registada uma rajada de vento de 178 km/h pelas 5 h do dia 28 de janeiro, um valor tão elevado que acabou por destruir a própria estrutura meteorológica de medição instalada no local.
Segundo a mesma fonte, Monte Real terá sido uma das zonas de entrada da depressão Kristin em território continental, o que ajuda a explicar a intensidade dos fenómenos registados naquela área.
Hangar atingido durante a madrugada
Escreve o jornal que os danos mais graves ocorreram quando os fortes ventos rebentaram os grandes portões do hangar onde se encontravam aeronaves da esquadra de defesa aérea. Os portões acabaram por cair diretamente sobre dois dos caças F-16 ali estacionados.
Acrescenta a publicação que um terceiro avião foi empurrado pelo vento e embateu no nariz de um quarto F-16, ampliando os estragos no interior do espaço de manutenção.
Aeronaves protegidas e danos adicionais
Refere a mesma fonte que os restantes F-16 estacionados na base não foram atingidos, uma vez que se encontravam abrigados nos chamados shelters, estruturas concebidas para resistir a condições meteorológicas adversas.
Ainda assim, o impacto da tempestade não se limitou ao hangar, tendo provocado danos noutros edifícios e em várias viaturas ao serviço da unidade militar.
Avaliação oficial da Força Aérea
De acordo com fonte oficial da Força Aérea Portuguesa, a Base Aérea n.º 5 sofreu “danos significativos dos quais não resultaram feridos, cingindo-se a danos materiais avultados”, numa referência direta à dimensão do prejuízo causado pela tempestade.
Segundo a mesma fonte, a resposta foi imediata, com a instituição a atuar para “restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço”.
Missão operacional mantida
A Força Aérea assegura ainda que, “apesar do impacto da depressão Kristin”, se mantém operacional a missão de defesa aérea do país, sublinhando que os danos registados não comprometem a capacidade de resposta do sistema nacional de vigilância e proteção do espaço aéreo.
O Correio da Manhã acrescenta que os prejuízos provocados pela destruição parcial do hangar e pelos danos nos quatro F-16 ascendem a vários milhões de euros, estando ainda em curso uma avaliação técnica detalhada sobre a extensão total dos estragos.
















