O custo mediano anunciado das casas no Algarve atingiu 4.165 euros por metro quadrado em julho, o que representa uma subida de 8,3% face ao mesmo mês de 2025, segundo o índice de preços do idealista.
Em comparação com os três meses anteriores, o aumento foi de 0,7%. A plataforma refere que todos os concelhos algarvios analisados registaram uma valorização anual dos preços pedidos nos anúncios de venda.
Monchique apresentou o crescimento mais elevado, com uma subida de 33,3%, seguindo-se Vila Real de Santo António e Faro, ambos com 17%. São Brás de Alportel registou uma valorização de 13,3%, Olhão de 9,7% e Portimão de 9,1%.
Aljezur apresentou um aumento de 8,5%, Loulé de 8,4%, Silves de 8,2% e Albufeira de 6,7%. Seguiram-se Castro Marim, com 6,1%, Tavira, com 5,5%, Lagoa, com 5,2%, Lagos, com 2,6%, e Vila do Bispo, com 1,5%.
Alcoutim registou a evolução mais moderada da região, com uma subida anual de 0,4%.
Loulé lidera preços e Alcoutim mantém valor mais baixo
Loulé mantém-se como o município algarvio com o preço mediano anunciado mais elevado, fixado em 5.079 euros por metro quadrado. Seguem-se Lagos, com 4.631 euros, e Albufeira, com 4.173 euros.
Vila do Bispo apresenta um valor de 4.057 euros por metro quadrado, ligeiramente acima de Lagoa, com 4.054 euros. Em Faro, o preço mediano anunciado situa-se nos 3.885 euros.
A tabela prossegue com Vila Real de Santo António, onde o valor é de 3.745 euros por metro quadrado, Aljezur, com 3.693 euros, Tavira, com 3.584 euros, e Portimão, com 3.539 euros.
Silves apresenta um preço de 3.474 euros, São Brás de Alportel de 3.472 euros e Olhão de 3.456 euros por metro quadrado.
Os valores mais baixos foram registados em Monchique, com 3.019 euros por metro quadrado, Castro Marim, com 3.004 euros, e Alcoutim, com 1.188 euros. Assim, comprar casa em Loulé custa, em termos medianos, mais de quatro vezes o valor observado em Alcoutim.
Algarve mantém-se como segunda região mais cara do país
A nível nacional, os preços anunciados da habitação aumentaram 8% em termos anuais, atingindo uma mediana de 3.210 euros por metro quadrado. O valor registado no Algarve ficou, por isso, 955 euros acima da média nacional.
Entre as regiões do país, o Algarve manteve-se como a segunda mais cara para adquirir habitação, atrás da Área Metropolitana de Lisboa, onde o preço mediano atingiu 4.463 euros por metro quadrado.
Seguiram-se a Região Autónoma da Madeira, com 3.788 euros, o Norte, com 2.622 euros, o Alentejo, com 2.152 euros, e a Região Autónoma dos Açores, com 2.053 euros. O Centro apresentou o valor mais baixo, de 1.764 euros por metro quadrado.
Faro foi também a quarta capital de distrito e região autónoma mais cara entre as 20 localidades analisadas, atrás de Lisboa, Porto e Funchal. Na cidade algarvia, os preços anunciados cresceram 17% num ano.
O idealista esclarece que o índice é calculado a partir dos preços de oferta publicados pelos anunciantes, tendo por base a área construída dos imóveis. A metodologia exclui anúncios considerados atípicos, valores fora do mercado, ofertas sem interação recente e produtos associados ao arrendamento sazonal ou de férias.
O resultado corresponde à mediana dos anúncios considerados válidos em cada mercado e, por essa razão, não representa necessariamente os valores finais das transações imobiliárias.
O relatório completo está disponível em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda
Leia também: Festival de Folclore reúne grupos de norte a sul do país em Vila Real de Santo António
















