Menos de um ano depois do eclipse solar total de 12 de agosto, o céu voltará a proporcionar um fenómeno de grande dimensão. Desta vez, o acontecimento ocorrerá durante a manhã e poderá ser acompanhado em todo o território português.
A 2 de agosto de 2027, a Lua passará novamente entre a Terra e o Sol. O eclipse será total numa faixa que atravessará o Sul de Espanha, o Norte de África e parte do Médio Oriente, mas em Portugal será observado apenas como eclipse parcial.
Eclipse começa pelas 08h40 em Lisboa
Em Lisboa, o eclipse deverá começar por volta das 08h40. O momento de maior ocultação está previsto para aproximadamente as 09h44, terminando perto das 10h55, segundo os cálculos apresentados pelo site internacional especializado em fusos horários e calendários Timeanddate.
No momento máximo, o eclipse terá uma magnitude de 0,929 na capital. Este valor significa que a Lua cobrirá cerca de 92,9% do diâmetro aparente do Sol, não devendo ser confundido diretamente com a área ocultada.
A percentagem da superfície solar efetivamente escondida em Lisboa deverá rondar os 92,5%. O fenómeno terá uma duração total aproximada de duas horas e 14 minutos, desde o primeiro contacto da Lua com o disco solar até ao final da ocultação.
Algarve ficará muito próximo da totalidade
As condições serão ainda mais expressivas no Sul de Portugal continental. Em Faro, o eclipse parcial deverá começar pelas 08h40, atingir o máximo às 09h45 e terminar aproximadamente às 10h56.
A magnitude prevista para Faro é de 0,988. Durante o máximo, a Lua deverá esconder cerca de 99,27% da superfície do Sol, restando apenas uma faixa extremamente fina de luz visível.
Apesar desta percentagem, o eclipse não será total no Algarve nem em qualquer outro ponto de Portugal. Uma pequena parte do Sol continuará exposta e será suficiente para impedir a escuridão característica da totalidade.
A Madeira ficará igualmente muito próxima da faixa percorrida pela sombra principal da Lua. Segundo os mapas astronómicos, o limite da totalidade passará a poucas dezenas de quilómetros do arquipélago, mas sem abranger as ilhas.
Eclipse total atravessará o Sul de Espanha
A faixa de totalidade começará no Atlântico e passará pelo Sul de Espanha e por Gibraltar antes de avançar para Marrocos. Seguirá depois pela Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iémen e Somália, de acordo com o mapa divulgado pela Agência Espacial Europeia.
Em localidades espanholas como Tarifa, Cádiz, Marbella e Málaga, a Lua esconderá completamente o Sol durante alguns minutos. A duração da totalidade será diferente consoante a distância de cada ponto ao centro da faixa percorrida pela sombra lunar.
Tarifa deverá ter cerca de quatro minutos e 39 segundos de totalidade. Em Cádiz, o período de ocultação completa será mais curto, ficando próximo dos três minutos.
Egito terá mais de seis minutos de escuridão
O momento mais prolongado de todo o eclipse acontecerá no Egito. Os cálculos divulgados pela NASA indicam uma duração máxima de 6 minutos e 23,2 segundos num ponto situado ao longo da linha central.
Na região de Luxor, a totalidade deverá durar aproximadamente seis minutos e 21 segundos. Durante esse período, o disco solar ficará completamente escondido, a luminosidade diminuirá de forma acentuada e será possível observar a coroa solar, desde que as condições meteorológicas o permitam.
O fenómeno terá como cenário uma das regiões arqueológicas mais conhecidas do mundo. Nas proximidades encontram-se o Vale dos Reis, onde foram sepultados vários faraós, os templos de Luxor e Karnak e outros vestígios do Antigo Egito.
Proteção dos olhos será obrigatória
A observação direta do Sol sem proteção adequada pode provocar lesões oculares permanentes. Os óculos de sol comuns, mesmo os mais escuros, não oferecem proteção suficiente para acompanhar um eclipse solar.
Como não haverá totalidade em Portugal, os filtros próprios para observação solar terão de ser utilizados durante todo o fenómeno. A NASA recomenda óculos certificados para eclipses ou métodos de observação indireta, como a projeção da imagem do Sol.
Também não se deve olhar para o eclipse através de binóculos, telescópios ou câmaras sem filtros solares próprios colocados à frente das lentes.
Mesmo no Algarve, onde mais de 99% da superfície solar ficará escondida, a pequena faixa de luz restante continuará a representar um risco para a visão.















