É um dos monumentos mais famosos de Portugal que se prepara para fechar portas ao público. Protagonista de uma grande parte dos postais que se vendem um pouco por todo o país, o monumento junto ao qual se formam longas filas de turistas diariamente é também um miradouro que apresenta uma das ‘melhores’ vistas para o rio Tejo e para a Margem Sul. Durante um ano, o monumento irá permanecer em silêncio, naquela que será uma pausa para obras de restauro e conservação.
A Torre de Belém, um dos mais emblemáticos monumentos de Lisboa, vai encerrar ao público para obras de conservação e restauro. O anúncio surge poucos dias após a reabertura do Padrão dos Descobrimentos, que esteve encerrado durante quatro meses para intervenções semelhantes.
Duração das obras prevista para um ano
A intervenção na Torre insere-se no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e terá a duração prevista de um ano. No entanto, está prevista a possibilidade de reaberturas parciais, condicionadas ao progresso das obras e à avaliação constante das condições de segurança para visitantes e trabalhadores.
De acordo com a empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), responsável pela gestão do monumento, “a cada nova fase do progresso das obras, que decorrerão ao longo dos próximos meses, será avaliada a possibilidade de a Torre de Belém estar aberta ao público, tendo sempre em conta a segurança dos visitantes e dos seus trabalhadores”.
Investimento superior a um milhão de euros
A empreitada está adjudicada por um valor de 1,05 milhões de euros, com um prazo de execução estabelecido de doze meses. A intervenção tem como principal objetivo garantir a preservação do edifício, reconhecido internacionalmente como símbolo identitário da cidade de Lisboa.
A Torre de Belém foi construída entre 1514 e 1530, tendo sido projetada pelo arquiteto Francisco de Arruda. A sua construção surgiu como resposta à necessidade de defesa da barra do Tejo, uma intenção já existente no tempo de D. João II, mas que apenas avançou durante o reinado de D. Manuel I.
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Património Mundial desde 1983
Originalmente dedicada a São Vicente, padroeiro de Lisboa, a torre é um dos monumentos mais visitados de Portugal e foi classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1983. A sua arquitetura é marcada pelo estilo manuelino, com uma “decoração festiva na modalidade portuguesa de tardo-gótico manuelino”, segundo a Museus e Monumentos de Portugal.
Reabertura do Padrão dos Descobrimentos
As obras na Torre de Belém foram anunciadas na mesma altura em que o Padrão dos Descobrimentos reabre ao público, após um período de reabilitação que visou, entre outros objetivos, a melhoria das condições de visita e o acolhimento de pessoas com mobilidade reduzida.
Investimento de 150.000 euros
A intervenção no Padrão dos Descobrimentos implicou um investimento de cerca de 150 mil euros, tendo incluído a remodelação das instalações sanitárias e a reabilitação dos tetos acústicos da sala de exposições. De salientar que este famoso monumento reabriu ao público esta sexta-feira, dia 25 de abril.
A sequência destas obras evidencia um esforço coordenado de preservação dos principais monumentos nacionais sob tutela do Estado, com o apoio de fundos do PRR. A Museus e Monumentos de Portugal assegura que o objetivo destas intervenções é prolongar a longevidade dos edifícios e reforçar a sua acessibilidade e atratividade turística.
Acompanhamento das atualizações recomendado
Durante o período de encerramento da Torre de Belém, as autoridades recomendam aos visitantes que acompanhem os canais oficiais da MMP para informações atualizadas sobre eventuais reaberturas temporárias e o progresso dos trabalhos.
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