O mapa do jogo em território nacional prepara uma mudança profunda na atribuição das licenças de exploração que pode surpreender os apostadores habituais. O cenário afasta os nomes tradicionais da indústria como a Solverde ou a Estoril Sol e confirma que um icónico casino português tem agora um novo dono inédito à frente das operações.
A resposta para esta reviravolta no mercado assenta na passagem de testemunho do casino situado na Póvoa de Varzim para o grupo francês Barrière. A informação detalhada sobre a conclusão deste complexo processo de concessões de jogo é avançada pelo Expresso.
A mudança de mãos a norte
A desistência da entidade que geria o espaço de jogo abriu as portas à corporação internacional gaulesa que entra assim oficialmente no mercado luso. O processo de transição obrigou a uma interrupção da atividade das salas durante 24 horas para a passagem formal das operações na passada quinta feira.
O concurso público atraiu a curiosidade inicial de vários grupos estrangeiros interessados em explorar o mercado de apostas em Portugal. Indica a mesma fonte que a corrida contava com o interesse de investidores espanhóis e também de entidades canadianas.
A continuidade no sul e centro
A revolução a norte contrasta com a estabilidade mantida nas restantes regiões onde a família fundadora do grupo luso manteve a sua posição. A empresa histórica assumiu na sexta feira as concessões renovadas das instalações situadas em Espinho e de três polos no Algarve.
As salas de diversão de Portimão e do Alvor bem como o espaço localizado em Monte Gordo permanecem na alçada do mesmo operador nacional. Explica a referida fonte que a organização acabou por concorrer sozinha a estas praças e assegurou a manutenção das suas antigas licenças.
O impacto financeiro para o Estado
O processo de atribuição destas licenças exclusivas de exploração envolve potenciais receitas muito avultadas para os cofres públicos ao longo dos próximos tempos. As estimativas do processo apontam para um encaixe financeiro que pode atingir a marca de mil e quinhentos milhões de euros num prazo de quinze anos.
O executivo viu se forçado a prolongar os contratos anteriores por um período de quatro meses por não ter finalizado os trâmites atempadamente. A redação oficial dos acordos assinados permanece desconhecida até à sua publicação formal nas páginas do Diário da República.
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