Milhões de cidadãos em Portugal e Espanha foram surpreendidos por um apagão sem precedentes que deixou toda a Península Ibérica sem energia. O corte, ocorrido esta segunda-feira, teve origem numa falha abrupta na produção de energia, que levou à perda da eletricidade.
Face à instabilidade, as autoridades energéticas viram-se obrigadas a desconectar a rede ibérica da interligação com França. A medida procurou evitar danos maiores e estabilizar o sistema, mas resultou na interrupção total do fornecimento em ambos os países.
Portugal também mergulhou na escuridão
Apesar de a origem do apagão ter sido em território espanhol, Portugal não ficou imune. Diversas cidades portuguesas ficaram privadas de energia, afectando o funcionamento de serviços públicos, empresas e comunicações.
Rádios e pilhas tornaram-se bens preciosos
Com a falha da internet e das redes móveis, muitos recorreram às rádios a pilhas para obter informações. A procura foi tanta que rapidamente se esgotaram nos estabelecimentos comerciais, nomeadamente nos populares “bazares chineses”, segundo aponta o Noticias Trabajo.
Curiosamente, o artigo mais procurado logo após o corte de energia não foram as lanternas, mas sim as cozinhas de gás portáteis. Segundo vários comerciantes, foram os primeiros produtos a desaparecer.
Dependência da electricidade gerou preocupação
As explicações para esta corrida às cozinhas a gás foram quase unânimes: a maioria das habitações, tanto em Portugal como em Espanha, depende actualmente de placas vitrocerâmicas elétricas. Sem eletricidade, cozinhar tornou-se impossível.
Famílias improvisaram soluções de emergência
Muitas famílias foram obrigadas a improvisar, utilizando velas para iluminação e procurando formas alternativas de aquecer alimentos ou água. Alguns recorreram a lareiras ou fogareiros antigos guardados para emergências.
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Redes de transporte também afetadas
O transporte ferroviário e os semáforos urbanos pararam por completo em várias localidades, criando o caos nas horas seguintes ao corte. As autoridades pediram calma e reforçaram os meios no terreno.
Hospitais e centros de saúde ativaram geradores
Nas unidades de saúde, os geradores de emergência entraram em funcionamento, assegurando o mínimo necessário para o atendimento hospitalar durante o apagão. A situação foi particularmente sensível em unidades de cuidados intensivos.
Bancos e multibancos deixaram de funcionar
Serviços bancários e terminais de pagamento automático estiveram indisponíveis durante várias horas, impedindo transações comerciais e levantamentos em dinheiro.
Governo português acompanha a situação de perto
Em Potugal, o Governo português emitiu um comunicado garantindo que acompanha em permanência a evolução do restabelecimento da rede elétrica e está em contato com as autoridades espanholas.
Especialistas defendem maior autonomia energética
O incidente reacendeu o debate sobre a necessidade de reforçar a autonomia energética de Portugal, nomeadamente através de fontes renováveis e armazenamento local de energia.
Apesar do impacto negativo, o episódio revelou também gestos de entreajuda entre vizinhos e comerciantes, que partilharam equipamentos e informações úteis com quem precisava.
Perante um evento desta dimensão, crescem os apelos para que as populações se preparem melhor para emergências energéticas, nomeadamente com kits básicos de sobrevivência, como lanternas, pilhas, rádios e fontes alternativas de energia.
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