Valongo foi considerado o município com melhor presença na Internet em Portugal, de acordo com a edição de 2025 do Índice da Presença na Internet das Câmaras Municipais (IPIC25), um estudo que avalia de dois em dois anos a forma como os municípios portugueses se apresentam no digital.
De acordo com o portal Pplware, a distinção foi anunciada esta segunda-feira, durante uma cerimónia realizada em Guimarães, na Universidade das Nações Unidas – Unidade Operacional em Governação Eletrónica. O estudo é promovido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, em colaboração com a Universidade do Minho e a UNU-EGOV.
No ranking global, Valongo surge no primeiro lugar, seguido por Águeda e Coimbra, que completam o pódio. Logo depois aparecem, com menções honrosas, Porto de Mós, Braga, Porto, Sabrosa, Murça, Cascais e Proença-a-Nova.
Valongo destacou-se em quase todos os critérios
Além de liderar a classificação geral, Valongo ficou também em primeiro lugar em três dos quatro critérios avaliados: conteúdos e atualização, acessibilidade e navegabilidade, e participação. Apenas na área dos serviços online foi ultrapassado por Águeda.
A subida de Valongo ao topo acaba por ser uma das principais novidades desta edição. O município sucede assim a Murça, que tinha vencido a edição anterior, em 2023.
O IPIC é realizado desde 1999 e tornou-se uma das principais referências para medir a maturidade digital das autarquias portuguesas. Ao longo dos anos, o estudo tem mostrado avanços, mas também diferenças significativas entre municípios.
Há melhorias, mas também sinais de estagnação
Segundo as conclusões do IPIC25, a presença digital dos municípios portugueses tem vindo a estabilizar. O fosso entre os melhores e os piores está a diminuir, mas continuam a existir áreas em que a evolução é lenta ou insuficiente.
Entre os progressos registados, destaca-se a melhoria na autenticação dos serviços online. Ainda assim, a diversidade de meios de pagamento eletrónico continua praticamente ausente em muitos municípios.
O estudo sublinha também que a participação cidadã atingiu o valor médio mais elevado desde 2016, impulsionada sobretudo pela presença nas redes sociais e pela maior transparência de dados. No entanto, os mecanismos reais de discussão pública e de auscultação dos cidadãos continuam pouco desenvolvidos.
Serviços online e participação continuam a ser desafios
As conclusões deixam um aviso claro: a digitalização das câmaras municipais melhorou, mas continua a ser desigual. Em muitas autarquias, os serviços online ainda estão longe de responder de forma simples, completa e acessível às necessidades dos cidadãos.
A prestação de serviços digitais, a possibilidade de efetuar pagamentos eletrónicos e a criação de ferramentas que promovam a participação cívica são apontadas como algumas das áreas que exigem maior investimento.
O estudo defende, por isso, uma aposta mais consistente e transversal em todo o país, para que os bons exemplos deixem de ser exceção e passem a representar a regra na administração local.
Porque é que a presença online dos municípios é decisiva
A importância deste tema vai muito além da imagem institucional. Os municípios são o nível da administração pública mais próximo das pessoas e, por isso, a sua presença online tem impacto direto na vida diária dos cidadãos.
Quando uma câmara municipal disponibiliza informação clara na Internet, torna-se mais fácil consultar horários, regulamentos, obras, atas, orçamentos e decisões sem sair de casa. Isso é especialmente relevante para quem vive longe dos serviços, tem mobilidade reduzida ou não consegue recorrer ao atendimento presencial.
Uma presença digital eficaz permite ainda submeter pedidos, pagar taxas, renovar licenças ou acompanhar processos administrativos online, reduzindo burocracia, filas e custos. Ao mesmo tempo, reforça a transparência, melhora a confiança nas instituições e pode transformar-se numa montra importante para investidores, turistas e novos residentes.
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