Os Mercados de Olhão dão início às comemorações dos seus 109 anos de inauguração com um espetáculo musical especial que junta em palco dois artistas olhanenses de gerações distintas, mas com uma paixão comum: a música e a cidade que os viu nascer.
Na manhã da próxima sexta-feira, 2 de maio, entre as 10:00 e as 12:00, os mercados do Peixe e da Verdura serão palco de atuações ao vivo protagonizadas por Luís Guilherme (pai) e Rafael Sousa (filho). O evento propõe dois concertos simultâneos em espaços distintos, celebrando não só a diversidade do comércio tradicional, como também o talento local.
Esta iniciativa insere-se nas comemorações do aniversário dos Mercados, verdadeiros símbolos da identidade olhanense, que continuam a ser espaços de encontro, cultura e vivência comunitária.
Associado às celebrações estará também o “Maio dos Mercados de Olhão”, uma peça que integrará a tradicional colocação dos “Maios” ao longo da EN125, entre Olhão e Bias, tradição popular que valoriza a criatividade local e a memória coletiva da região.
“Os Mercados Municipais de Olhão, um dos ex-libris da cidade olhanense, começaram a ser construídos em 1912, sendo inaugurados quatro anos depois. Há quase um século que são um dos postais ilustrados de Olhão e locai de visita obrigatória para turistas e residentes”, refere o site.
A construção dos edifícios baseou-se “na consolidação das edificações através de um processo conhecido por bate-estacas, ficando cada um dos edifícios apoiado em 88 estacas, ligados entre si através de arcos de alvenaria de tijolo. É um local a visitar, por estes e outros motivos”.
“Exemplo modelar da arquitetura do ferro e do vidro, o edifício, com enorme impacto urbanístico, em tijolo aparente e estrutura metálica, foi edificado para dotar a cidade de Olhão de uns mercados funcionais, o que veio a acontecer. Todos os dias, centenas de pessoas visitam os Mercados, em busca do melhor peixe, frutos e verduras”, pode ler-se.
“De planta longitudinal, os Mercados são compostos por dois espaços retangulares de vértices arredondados, correspondendo ao Mercado das Verduras e ao Mercado do Peixe, sendo ambos delimitados por quatro torreões circulares envidraçados. Submetidos a obras de reabilitação nos finais do século XX, mantêm o aspeto exterior, reabrindo ao público em 1998. Uma das novidades mais recentes é o seu interior, forrado com azulejos pintados por Costa Pinheiro”, conclui.
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