A mudança da hora é aquele momento anual que mexe sempre com a rotina dos portugueses. Segundo um artigo publicado no blog Salto do Santander, esta prática continua a gerar as mesmas dúvidas de sempre. A transição acontece duas vezes por ano e afeta diretamente o nosso relógio biológico e o dia a dia das famílias.
Quer seja pela promessa de tardes mais longas ou pela perspetiva de dormir mais um pouco, o tema vem sempre à baila. Nas vésperas da mudança, as pessoas fazem sempre a mesma pergunta sobre adiantar ou atrasar o relógio. Felizmente, as regras são simples e o calendário é bastante previsível.
A transição para o horário de verão
No caso do horário de verão, a transição segue uma regra europeia muito clara. Os ponteiros têm de ser ajustados sempre no último domingo do mês de março. É nessa noite que perdemos uma hora de sono para ganharmos tardes com muito mais luz natural ao final do dia.
Para este ano de 2026, a entrada no horário de verão está marcada para o dia 29 de março. Em Portugal Continental e na Madeira, quando for uma da manhã, os relógios saltam diretamente para as duas da manhã. Este adiantamento assinala o início da época mais quente.
No Arquipélago dos Açores a regra é igual, mas a hora exata é ligeiramente diferente por causa do fuso horário. Nestas ilhas, a mudança acontece quando os relógios marcarem zero horas. Nesse momento, os açorianos devem colocar os ponteiros a marcar uma da manhã.
A história e o horário de inverno
Toda esta ginástica com os relógios começou no início do século vinte por causa de crises globais. A medida foi criada na Primeira Guerra Mundial para tentar poupar o máximo de energia possível. A ideia era alinhar as nossas horas de trabalho com os períodos de luz solar natural.
Quando os dias começam a ficar mais curtos e frios, o horário de inverno entra em cena para equilibrar as coisas. Esta segunda alteração do ano acontece sempre no último domingo do mês de outubro. É a transição preferida de quem gosta de dormir, porque oferece uma hora extra na cama.
Olhando para o calendário de 2026, a mudança para o horário de inverno será na madrugada de 25 de outubro. Em Portugal Continental e na Madeira, o processo é o inverso. Quando os relógios chegarem às duas da manhã, devem recuar sessenta minutos para a uma da manhã.
Mais uma vez, os Açores seguem a sua própria cadência no outono. Nas ilhas açorianas, o atraso dos relógios é feito quando for uma da manhã. Os ponteiros voltam então às zero horas, mantendo a habitual diferença de uma hora a menos para o continente.
O futuro da mudança horária
A continuidade deste ritual tem motivado grandes debates pela Europa fora. A dúvida sobre a real necessidade desta alternância chegou mesmo ao Parlamento Europeu. Em 2018, a Comissão Europeia até propôs acabar definitivamente com a mudança da hora em todos os países.
A ideia passava por deixar cada país escolher o seu fuso horário e manter os ponteiros quietos o ano inteiro. Contudo, a enorme falta de consenso entre as nações europeias colocou a decisão na gaveta. Sem qualquer acordo à vista, a regra atual mantém a sua validade sem data para acabar.
Enquanto os políticos europeus não tomam uma decisão final, a rotina de acertar os relógios vai continuar connosco. Para ter a certeza de que não perde a hora, guarde estas datas partilhadas pelo blog Salto do Santander e ajuste o seu despertador atempadamente.
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