Fenómenos naturais extremos, como sismos ou tsunamis, fazem parte dos cenários de risco considerados pelas autoridades de proteção civil em várias cidades costeiras do mundo. Em Lisboa, quem estiver na zona ribeirinha na manhã de 24 de março poderá ouvir sirenes a tocar por volta das 10h30. O som não indicará qualquer emergência real, mas sim um teste integrado no exercício LisbonWave26, que irá ativar várias sirenes do Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami da capital.
O teste está previsto para decorrer na terça-feira, 24 de março, e integra o exercício LisbonWave26, uma iniciativa que pretende avaliar a capacidade de resposta das autoridades e da população perante um eventual risco de tsunami, segundo aponta o portal Lisboa Secreta.
A ação surge também no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil e pretende reforçar a preparação da cidade para cenários de emergência associados a fenómenos naturais.
De acordo com informações divulgadas pela Proteção Civil de Lisboa, o principal objetivo consiste em garantir que os cidadãos conseguem reconhecer o sinal sonoro de alerta e sabem como reagir perante uma situação real.
Sirenes vão tocar em quatro zonas da frente ribeirinha
Durante o exercício, quatro sirenes do Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami serão ativadas em zonas da cidade com elevada concentração de pessoas e maior exposição ao risco de inundação associada ao rio Tejo.
As sirenes estarão localizadas no Passeio Carlos do Carmo, na zona de Belém e Ajuda, na Doca de Alcântara, na Praça do Império e no Terreiro do Paço.
De acordo com a mesma fonte, estas áreas foram escolhidas por serem locais com grande afluência de residentes e turistas e por se situarem em zonas baixas da cidade, mais vulneráveis em caso de galgamento das águas.
Exercício pretende reforçar preparação da população
Mais do que testar o funcionamento técnico das sirenes instaladas, o exercício pretende também sensibilizar a população para a importância de reconhecer rapidamente os sinais de alerta.
As autoridades procuram garantir que residentes e visitantes da cidade consigam identificar o som das sirenes e compreender que este sinal implica a necessidade de agir rapidamente em caso de emergência real.
A iniciativa pretende ainda reforçar o conhecimento sobre os percursos de evacuação e sobre os locais considerados seguros em zonas mais elevadas da cidade.
Conhecer rotas de evacuação e pontos de encontro
Outro dos objetivos do exercício passa por incentivar a população a identificar previamente as rotas de evacuação existentes na zona ribeirinha e os pontos de encontro definidos pelas autoridades.
Estes pontos correspondem a áreas consideradas seguras onde, em caso de emergência real, poderá ser centralizada a assistência às pessoas afetadas, conforme refere a mesma fonte.
A familiarização com estes procedimentos é considerada essencial pelas autoridades de proteção civil, uma vez que permite reduzir o tempo de reação da população perante situações de risco.
Testes ajudam a melhorar resposta em caso de emergência
Exercícios deste tipo são utilizados em várias cidades costeiras para avaliar os sistemas de alerta e preparar as populações para eventuais fenómenos extremos.
Segundo a Proteção Civil de Lisboa, a realização regular destes testes permite melhorar a coordenação entre entidades responsáveis pela gestão de emergências e aumentar o nível de preparação dos cidadãos.
Embora o risco de tsunami seja considerado reduzido, a existência de sistemas de aviso e de procedimentos de evacuação é vista como uma medida preventiva fundamental em zonas costeiras.
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