O julgamento de José Castelo Branco, acusado de violência doméstica contra Betty Grafstein, arrancou na última quinta-feira, 25 de junho, no Tribunal de Cascais, mas ficou marcado por silêncio, ausência e um novo adiamento. A primeira sessão terminou sem declarações de ambos e com nova data já marcada para setembro. De acordo com o Jornal de Notícias, José Castelo Branco participou por videoconferência a partir dos Estados Unidos, onde reside atualmente, mas optou por não responder às questões do tribunal.
“Não vou prestar declarações, por agora não”, afirmou o socialite no início da audiência. Quando confrontado com outros aspetos do processo, reforçou a mesma posição: “Não vou responder rigorosamente a nada, mesmo”.
Betty Grafstein não esteve presente
A ausência de Betty Grafstein acabou por ser um dos pontos centrais da sessão. A advogada da norte-americana apresentou ao tribunal um relatório médico para justificar a impossibilidade de comparência. Segundo a mesma fonte, o documento refere que Betty enfrenta um quadro de ansiedade elevado, deixou de se alimentar com regularidade e encontra-se fisicamente fragilizada, o que poderá agravar-se caso seja obrigada a depor nesta fase.
Apesar disso, o tribunal recusou analisar de imediato o relatório, uma vez que o documento foi entregue em inglês. A juíza determinou que só poderá ser considerado após tradução oficial para português. Escreve o jornal que a magistrada foi clara ao sublinhar a importância do testemunho de Betty Grafstein, considerando que as restantes provas existentes no processo têm apenas um carácter complementar.
Defesa reforça importância do depoimento
Do lado da defesa de José Castelo Branco, o entendimento não foi diferente. Fernando José da Silva, advogado do arguido, concordou com a necessidade de ouvir a alegada vítima antes de qualquer avanço mais significativo no julgamento. “Até hoje, a vítima nunca prestou declarações perante a autoridade judiciária”, lembrou o advogado, numa posição que acabou por alinhar com o entendimento do tribunal sobre a relevância desse momento.
Outro ponto levantado durante a audiência foi o pedido da defesa de Betty Grafstein para que o julgamento decorra à porta fechada. A intenção, explicou a advogada Maria Golovatenko Simões, é proteger a privacidade da cliente. A publicação refere que o tribunal optou por não decidir de imediato sobre esse requerimento, deixando a análise para uma fase posterior do processo.
Próxima sessão só em setembro
Inicialmente estavam previstas novas audiências para o mesmo dia à tarde e para 2 de julho, mas ambas acabaram anuladas. A impossibilidade de garantir o estado clínico de Betty Grafstein pesou na decisão. Já no final da sessão, José Castelo Branco reagiu às informações conhecidas sobre a saúde da ainda mulher e deixou uma frase curta: “Estou preocupado, muito preocupado”.
A nova sessão foi agora marcada para 22 de setembro, numa altura em que o tribunal espera ter acesso a novos relatórios clínicos e perceber se Betty Grafstein estará em condições de falar. Até lá, o processo entra numa pausa que prolonga um caso que continua a ser acompanhado com atenção, sobretudo pela ausência de um testemunho considerado central para o desenrolar do julgamento.
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