A fatura da eletricidade é uma das despesas fixas que mais pesa no orçamento mensal e, embora muitos consumidores associem o aumento apenas ao consumo, há fatores menos evidentes que também podem inflacionar o valor final.
Segundo a DECO PROteste, rever regularmente o contrato, o tarifário e o fornecedor pode fazer diferença na conta da luz. E a ERSE lembra que a potência contratada, por exemplo, é um custo fixo que pesa todos os meses, independentemente do consumo.
O motivo que pode estar a fazer subir a fatura
Um dos fatores mais frequentes está na potência contratada, que corresponde à potência máxima que limita o funcionamento dos equipamentos elétricos usados ao mesmo tempo.
Muitos consumidores mantêm níveis de potência superiores ao necessário e, por isso, acabam por pagar mais todos os meses sem precisarem. A DECO PROteste, citando dados da ERSE, refere que ajustar a potência contratada às necessidades pode representar uma poupança entre 20 e 30 euros por ano por cada escalão que se consiga baixar.
Tarifa escolhida pode não ser a mais adequada
Outro elemento que influencia o valor da fatura é o tipo de tarifa, nomeadamente a escolha entre tarifa simples e bi-horária.
A tarifa bi-horária permite preços mais baixos em determinados períodos, mas nem sempre compensa. Segundo a DECO PROteste, esta opção tende a ser vantajosa quando pelo menos 50% do consumo acontece em horário de vazio. Se isso não acontecer, a tarifa simples pode continuar a ser a melhor escolha.
Consumos invisíveis também contam
Mesmo quando não estão em funcionamento, muitos equipamentos continuam a consumir energia. A ADENE explica que tanto os consumos em standby como os chamados consumos fantasma só desaparecem quando os aparelhos são desligados da tomada.
Televisões, boxes e routers estão entre os exemplos mais comuns. Por isso, usar tomadas com botão on/off ou desligar completamente os equipamentos quando não são necessários pode ajudar a reduzir desperdícios.
Pequenos hábitos podem fazer diferença
Para além das condições contratuais, os hábitos do dia a dia continuam a ter impacto direto no consumo de energia.
Usar os equipamentos nos períodos mais favoráveis, evitar consumos desnecessários e escolher programas mais eficientes são medidas que podem ajudar a baixar a fatura. Também a substituição de lâmpadas antigas por LED continua a ser uma das recomendações mais repetidas para reduzir custos com a iluminação.
Comparar fornecedores pode compensar
Outra forma de baixar a conta da luz passa por rever o fornecedor. A DECO PROteste aconselha simulações regulares, porque os tarifários mudam com frequência e uma oferta que parecia vantajosa há um ano pode já não ser a mais competitiva.
Além disso, a ERSE disponibiliza um simulador oficial que compara os preços das ofertas comerciais e ajuda o consumidor a perceber qual é a proposta mais ajustada ao seu perfil de consumo. A mudança de comercializador, em regra, não tem custos.
Rever regularmente pode evitar pagar a mais
No fim, a fatura da eletricidade pode subir por vários motivos que passam despercebidos: potência contratada acima do necessário, escolha errada da tarifa, consumos invisíveis ou um contrato que já deixou de ser competitivo.
Rever estes pontos com alguma regularidade é uma das formas mais simples de evitar pagar mais do que o necessário. E, numa despesa que pesa todos os meses, pequenas correções podem traduzir-se numa poupança real ao longo do ano.
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