Ao início da noite de domingo, 2 de novembro, por volta das 19:40 h, um fenómeno celestial transformou o céu de várias regiões de Portugal em pleno dia. Um meteoro particularmente luminoso cruzou a Península Ibérica, deixando um clarão visível em diversos distritos e gerando surpresa entre quem observava o céu.
Várias páginas dedicadas à meteorologia e observação astronómica identificaram o objeto como um meteoro, possivelmente da subcategoria dos bólides, os mais brilhantes e luminosos. Segundo o jornal Expresso, o brilho do fenómeno foi tão intenso que chegou a ofuscar a lua, provocando um efeito visível a dezenas de quilómetros de distância.
Registos pelo país e além-fronteiras
O clarão foi registado em múltiplos pontos de Portugal, incluindo Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Aveiro, Figueira da Foz, Vila Real e Vila Real de Santo António. Acrescenta a publicação que também se registaram relatos e imagens em Espanha, em localidades, como Sevilha e Cáceres. Conforme a mesma fonte, os vídeos e fotografias começaram a multiplicar-se nas redes sociais pouco depois do evento, refletindo a amplitude do fenómeno.
A Rede de Investigação de Bólides e Meteoritos, com base em Espanha, explicou que os bólides são meteoros de grandes dimensões que entram na atmosfera terrestre a velocidades muito elevadas, podendo ultrapassar os 70.000 km/h. Segundo a mesma fonte, estes objetos produzem um brilho excecional, sendo visíveis a dezenas ou até centenas de quilómetros. Em alguns casos, o fenómeno pode ser acompanhado por um som explosivo e dar origem a fragmentos meteoríticos.
Observações e vídeos partilhados
As imagens captadas em Portugal foram partilhadas pela página de Facebook da Luso Meteo, incluindo um vídeo registado na Marinha Grande que mostra o momento em que o meteoro atravessa o céu. Os vídeos obtidos em Espanha, divulgados pela Rede de Investigação de Bólides e Meteoritos, também registaram o evento, com o apelo para que o público envie mais gravações e fotografias.
Até ao momento, as autoridades e observatórios astronómicos portugueses ainda não divulgaram uma análise oficial sobre a origem e trajetória do meteoro. Segundo o Luso Meteo, a investigação sobre fenómenos desta natureza depende da recolha de múltiplos registos para determinar a velocidade, a altitude e o potencial impacto de fragmentos que possam atingir a superfície.
Fenómeno é relativamente raro
O fenómeno de domingo chamou a atenção de amadores e profissionais da astronomia, reforçando a importância das redes de observação e partilha de dados. Conforme o Expresso, estes eventos são relativamente raros e permitem estudar a entrada de corpos celestes na atmosfera terrestre com recurso a imagens e sensores de diferentes pontos do território.
A ocorrência sublinha também a interligação entre Portugal e Espanha na monitorização de bólides, uma vez que os registos de ambos os países se complementam na tentativa de compreender melhor estes fenómenos. Apesar da intensidade do clarão, não se registaram relatos de danos ou impactos diretos até ao momento.
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