Uma escola em Portugal foi obrigada a suspender as aulas durante dois dias devido a um incidente pouco comum, que levou as autoridades locais a ativarem uma equipa de saúde pública e a avançarem com operações de limpeza na área envolvente. A decisão de interromper as atividades letivas foi tomada como medida de precaução, estando previsto o regresso à normalidade no início da próxima semana, segundo o jornal Correio da Manhã.
Trata-se da Escola Profissional da Ribeira Grande, em Rabo de Peixe, nos Açores, que foi novamente afetada por uma infestação de pulgas. O problema foi identificado na manhã de quinta-feira, 9 de outubro, depois de vários alunos relatarem picadas, levando ao encerramento imediato do estabelecimento.
Foco identificado num terreno privado
Segundo o mesmo jornal, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, explicou que o foco da infestação foi localizado num terreno privado adjacente à escola. O espaço, onde existe uma casa abandonada e detritos em decomposição, foi considerado a origem do surto.
Casos semelhantes já tinham ocorrido no início da semana, quando a mesma praga obrigou ao encerramento temporário de três escolas na vila de Rabo de Peixe: a Escola Profissional da Ribeira Grande, a Escola Luísa Constantina e a Escola Rui Galvão de Carvalho. Na altura, foram realizadas desinfestações tanto nos edifícios como nas vias circundantes.
Reabertura prevista para segunda-feira
Conforme o Correio da Manhã, a escola deverá reabrir na próxima segunda-feira, 13 de outubro, depois da conclusão das operações de limpeza. “Por precaução, a própria escola decidiu encerrar hoje e amanhã, porque está a ser feita a desinfestação na zona circundante”, explicou o autarca.
As restantes escolas da zona, que também tinham sido afetadas, já retomaram as aulas. “Por precaução foi realizada, no passado sábado, uma desinfestação nas zonas circundantes às vias públicas daquelas duas escolas, até porque estamos a falar num raio que dista cerca de 500 metros entre uma e outra”, acrescentou Alexandre Gaudêncio.
Autoridades acreditam que a situação ficará resolvida
A autarquia e a autoridade de saúde concelhia estão a acompanhar o processo e manifestaram confiança de que a situação ficará controlada após a eliminação completa do foco. “Acreditamos que depois de sanar o foco toda a situação ficará resolvida”, afirmou o presidente da câmara à mesma publicação.
O município mantém equipas no terreno até garantir que as condições sanitárias estão restabelecidas e que não existe risco de nova infestação.
Leia também: Adeus verão, olá outono? Especialistas avisam que o calor de outubro pode terminar nesta data
















