A Autoridade Marítima Nacional (AMN) registou 17 mortos, 868 salvamentos e 1.606 ações de primeiros socorros nas praias portuguesas durante os primeiros três meses da época balnear de 2026, segundo o balanço divulgado esta segunda-feira.
Em comunicado, a AMN contabilizou, entre “1 de maio a 31 de julho, 868 salvamentos, 1.606 ações de primeiros-socorros e 17 vítimas mortais nas praias portuguesas”. Do total de mortes, 12 foram provocadas por afogamento e cinco por doença súbita.
Quanto às causas prováveis de morte, três dos afogamentos ocorreram “em praias marítimas vigiadas, cinco em praias marítimas não vigiadas, dois em praias marítimas fora da época balnear, não vigiadas à data do acidente, e dois em zonas marítimas não vigiadas”.
Entre as cinco mortes atribuídas a doença súbita, três verificaram-se “em outras zonas marítimas não vigiadas e dois em praias marítimas fora da época balnear, não vigiadas à data do acidente”, adiantou a AMN.
Oito mortes registadas em praias não vigiadas
Na repartição por tipo de praia, três mortes ocorreram em praias marítimas vigiadas, oito em praias marítimas não vigiadas, quatro em praias marítimas fora da época balnear e duas em outras zonas marítimas não vigiadas.
As mortes em praias marítimas vigiadas registaram-se nas praias do Peneco e de São Rafael, no Algarve, e do Ourigo, no Douro, todas por afogamento.
Segundo a AMN, os acidentes mortais em praias marítimas não vigiadas ocorreram na Lagoa de Albufeira Interior, em Setúbal – um por doença súbita e outro por afogamento —, em duas zonas das Azenhas do Guadiana, em Mértola, na Ilha Morraceira de Lanhelas, em Caminha, na Praia de Porto Dinheiro, em Peniche, e nas praias do Cabeço, em Vila Real de Santo António, e de São Torpes Sul, em Sines, estas últimas por doença súbita.
Fora da época balnear, em praias marítimas não vigiadas à data do acidente, registaram-se mortes nas praias do Molhe Leste, em Peniche, e do Ourigo, por doença súbita, e nas praias do Dragão Vermelho, em Almada, e de Bitetos, no Douro, por afogamento.
Autoridade Marítima reforça recomendações de segurança
A AMN recomenda a frequência de “praias permanentemente vigiadas”, bem como “vigiar permanentemente as crianças” e “respeitar a sinalização das bandeiras, das praias e as indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias”.
Os banhistas devem também “não se expor desnecessariamente ao risco”, respeitar “os períodos de digestão e não entrar em águas frias de forma repentina, de forma a evitar choques térmicos abruptos” e evitar “as horas de maior exposição solar (11:00-17:00)”.
A Autoridade Marítima aconselha ainda que, “em caso de emergência, não entrar na água”, devendo ser chamado o nadador-salvador ou contactado o número europeu de emergência, 112.
De acordo com a portaria que identifica as “águas balneares costeiras e de transição e das águas balneares interiores” para 2026, a Agência Portuguesa do Ambiente reconheceu 671 águas balneares em Portugal, das quais 523 no continente, 88 na Região Autónoma dos Açores e 60 na Madeira.
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