O antigo primeiro-ministro José Manuel Durão Barroso passou a integrar a lista de novos pensionistas do Estado, recebendo uma pensão mensal que resulta das funções que desempenhou antes de seguir para cargos internacionais. De acordo com o jornal Correio da Manhã, o ex-chefe de Governo pediu a reforma aos 69 anos e passa a auferir 1.826,18 euros por mês.
O mesmo jornal indica que o pedido foi formalizado na Caixa Geral de Aposentações (CGA), onde consta entre os reformados do próximo mês. O montante refere-se ao período em que exerceu funções políticas em Portugal, sem incluir outras remunerações provenientes do estrangeiro.
Aposentação nacional e carreira política
Durão Barroso optou por não requerer a subvenção vitalícia associada ao tempo em que desempenhou cargos políticos no Estado. Esta opção surge apesar de ter acumulado mais de uma década de experiência governativa e parlamentar antes da sua passagem para organismos internacionais.
Escreve a publicação que o valor agora atribuído pela CGA resulta do cálculo aplicado aos anos de serviço enquanto governante. Ainda antes de regressar a Portugal, o ex-primeiro-ministro tinha renunciado a qualquer benefício suplementar associado ao exercício de funções executivas.
Rendimentos europeus e trajetória após Lisboa
Acrescenta a publicação que Durão Barroso recebe, em separado, uma pensão ligada ao cargo de presidente da Comissão Europeia, função que desempenhou durante duas legislaturas. Essa pensão, segundo a mesma fonte, é de 7.000 euros mensais e é totalmente independente da que agora passa a receber do Estado português.
Quer isto dizer que, no total, o antigo primeiro-ministro vai levar para casa 8.826 euros todos os meses, um valor que supera o salário do atual primeiro-ministro, fixado nos 8.768,65 euros brutos.
Depois de deixar Bruxelas, Durão Barroso integrou a estrutura internacional de uma instituição financeira e assumiu cargos consultivos ligados ao setor da saúde e da investigação científica, mantendo atividade académica como professor visitante.
Vida pessoal e regresso ao país
O Correio da Manhã refere que, após anos numa carreira sobretudo internacional, o antigo governante fixou residência novamente em Portugal. O jornal explica que, em 2023, voltou a casar numa cerimónia realizada no Algarve, mantendo atualmente atividade profissional no ensino superior, tanto em Portugal como no estrangeiro.
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