A chuva de estrelas das Gemínidas, conhecida pela intensidade e pelo número elevado de meteoros por hora, regressa ao céu de Portugal nos próximos dias, marcando a penúltima grande ocorrência deste género antes do final do ano. O fenómeno está associado ao cruzamento da Terra com a órbita de um corpo celeste muito particular, originando um espetáculo visível em grande parte do território.
O portal Meteored cita o Observatório Astronómico de Lisboa, que aponta para o facto de a atividade deste enxame resultar dos fragmentos deixados pelo objeto 3.200 Faetonte, um asteroide cuja órbita se assemelha à de um cometa rochoso. Escreve a mesma fonte que o encontro anual entre a Terra e esta nuvem de detritos decorre sempre em dezembro, criando condições para a formação de múltiplos riscos luminosos quando o material se desintegra na atmosfera.
Origem do nome e características do enxame
O nome Gemínidas está associado à aparente direção de onde os meteoros parecem surgir, situada na constelação dos Gémeos. Explica o observatório que este ponto, designado radiante, constitui a referência utilizada para identificar o fenómeno. Acrescenta a mesma fonte que a composição do Faetonte torna este enxame distinto de outros, como os que resultam da atividade de cometas tradicionais.
Refere o Observatório Astronómico de Lisboa que o período de ocorrência se prolonga habitualmente entre os dias 4 e 20, embora a intensidade varie de ano para ano. O comportamento orbital do asteroide tem sido estudado para compreender a quantidade de fragmentos libertados e o impacto na atividade observada.
Datas e intensidade previstas para 2025
Sabe-se que o pico de atividade das Gemínidas está previsto para as noites de 13 e 14 de dezembro, com estimativas que variam entre 120 e 150 meteoros por hora. Estas partículas viajam a grande velocidade, alcançando cerca de 35 quilómetros por segundo antes de se incendiarem ao entrar na atmosfera.
Este ano, o fenómeno ocorrerá poucos dias depois de a Lua atingir a fase de Quarto Minguante, o que poderá favorecer a observação. A aproximação da Lua Nova contribuirá para reduzir o brilho natural no céu, aumentando a visibilidade dos meteoros durante a madrugada.
Condições recomendadas para observar o fenómeno
Segundo o portal Meteored, a escolha do local é determinante para garantir uma visualização mais clara, sendo preferíveis zonas rurais, montanhas ou espaços afastados de iluminação urbana. Escreve a mesma fonte que horizontes desobstruídos, miradouros ou planaltos oferecem melhores condições, desde que a noite esteja estável e sem nebulosidade significativa.
Acrescenta a publicação que é aconselhável chegar ao local com antecedência para permitir que os olhos se habituem à escuridão. As horas após a meia-noite costumam ser as mais favoráveis, momento em que o radiante se encontra mais elevado no céu. Temperaturas mais baixas deverão marcar estas noites, pelo que agasalhos são recomendados para quem permanecer longos períodos ao ar livre.
















