O preço do azeite tem mostrado um comportamento diferente do registado por muitos outros alimentos em Portugal, mantendo-se este ano abaixo dos sete euros por garrafa, numa altura em que o custo do cabaz alimentar continua a aumentar. De acordo com o Correio da Manhã, os dados mostram que o produto estabilizou depois da forte escalada de preços registada em 2024.
Ao contrário do que acontece com vários produtos alimentares, o azeite deixou de estar entre os bens com maiores oscilações de preço, proporcionando algum alívio aos consumidores que, há pouco mais de um ano, chegaram a encontrar garrafas à venda por valores próximos dos 12 euros.
Depois da escalada, chegou a estabilização
Os dados indicam que a garrafa de 75 centilitros de azeite virgem extra iniciou 2026 com um preço médio de 6,27 euros e encontra-se atualmente nos 6,69 euros, uma diferença de apenas 42 cêntimos desde o início do ano.
Segundo a mesma fonte, apenas numa ocasião o preço ultrapassou a barreira dos sete euros, mantendo-se, de forma geral, abaixo desse patamar ao longo dos últimos meses.
Queda face aos máximos de 2024
A redução começou ainda no ano passado, quando o preço do azeite sofreu uma descida na ordem dos 40%, invertendo a tendência que tinha levado este produto a atingir valores históricos nas superfícies comerciais. O Correio da Manhã recorda que o chamado “ouro líquido” foi um dos produtos que mais pesou no orçamento das famílias durante 2024, situação que entretanto se atenuou com a normalização dos preços.
Enquanto o azeite estabilizou, outros produtos continuam a contribuir para o aumento da despesa das famílias. Hortícolas e peixe são apontados entre os alimentos que mais têm pressionado o custo do cabaz alimentar em 2026. A publicação acrescenta que fatores, como tempestades e o conflito no Irão tiveram impacto na evolução recente dos preços de diversos produtos alimentares, contribuindo para novas subidas.
Cabaz continua mais caro
Desde o início deste ano, o cabaz composto por 63 produtos essenciais aumentou 11,81 euros, refletindo uma tendência de subida que continua a sentir-se nas compras semanais dos portugueses.
Apesar desse agravamento global, o azeite deixou de integrar o grupo de produtos com maior variação de preço, contrastando com o comportamento de vários bens alimentares.
Ainda custa mais do que antes da crise
Embora a situação seja hoje mais favorável do que em 2024, os preços permanecem acima dos registados há alguns anos. Em janeiro de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia, a mesma garrafa de azeite virgem extra custava, em média, 4,46 euros.
Isso significa que, apesar da descida verificada após os máximos históricos, o produto continua cerca de 2,23 euros mais caro do que há quatro anos, evidenciando que a recuperação dos preços ainda não devolveu os valores anteriores à crise.
Leia também: Algarve ultrapassa os 4.000 €/m² e atinge novo máximo no preço da habitação













