Portugal enfrenta um cenário de fortes condicionamentos rodoviários, com 206 estradas encerradas em vários distritos devido aos efeitos das depressões que atingiram o território nos últimos dias, segundo dados divulgados pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Entre as vias afetadas contam-se autoestradas, estradas nacionais e municipais, não existindo ainda previsão para a reabertura da maioria dos troços.
A informação foi transmitida à agência Lusa pela Guarda Nacional Republicana, que detalha o impacto da instabilidade meteorológica na circulação rodoviária. Ao todo, estão cortadas sete autoestradas, 105 estradas nacionais, 90 estradas municipais, três itinerários complementares e um itinerário principal.
As autoridades alertam para riscos associados a inundações, desmoronamentos, abatimentos de via e deslizamentos de terras, apelando à prudência dos condutores e à consulta prévia do estado das estradas antes de qualquer deslocação conforme refere o portal Notícias ao Minuto.
Autoestradas e itinerários afetados
De acordo com a GNR, todas as autoestradas encerradas situam-se no distrito de Coimbra. Entre as estradas cortadas está a A14, interditada em cinco pontos junto às localidades de Maiorca e Feteira de Cima, bem como no acesso à A1.
A A17 encontra-se igualmente encerrada ao quilómetro 54. Já na A1, a circulação está interrompida entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.
No que diz respeito aos itinerários complementares, o IC3 está cortado ao quilómetro 13, junto a Penela, no distrito de Coimbra. O IC9 encontra-se interdito na zona de Alcobaça e também em Tomar, entre os quilómetros 55 e 60. O IP4 está igualmente cortado ao quilómetro 92, no distrito de Vila Real.
Distritos mais afetados
Segundo a mesma fonte, Coimbra é o distrito com maior número de vias encerradas, totalizando 54. Seguem-se Lisboa, com 27 estradas cortadas, e Santarém, com 25.
Vila Real e Portalegre registam 14 vias encerradas cada. Leiria soma 12, Setúbal 13, Viseu 11 e Castelo Branco oito. Nos distritos de Évora contabilizam-se cinco cortes, enquanto Aveiro, Faro, Guarda e Viana do Castelo registam quatro cada. Beja e Braga apresentam três estradas encerradas e Bragança uma.
As autoridades indicam que, até ao momento, não existe previsão para a reabertura das 206 vias afetadas.
Linhas ferroviárias e impacto das depressões
Para além das estradas, estão também encerradas duas linhas ferroviárias: a linha do Oeste e a linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho.
As perturbações resultam da passagem das depressões Depressão Kristin, Depressão Leonardo e Depressão Marta, que provocaram elevados danos materiais e humanos.
De acordo com a fonte acima citada, 16 pessoas perderam a vida em consequência destes fenómenos meteorológicos, registando-se ainda centenas de feridos e desalojados.
Situação de calamidade prolongada
Entre as principais consequências materiais estão a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, fecho de escolas e serviços de transporte, bem como cortes no fornecimento de energia, água e comunicações, conforme refere o Notícias ao Minuto.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são apontadas como as mais afetadas pela instabilidade. Perante a dimensão dos danos, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode atingir os 2,5 mil milhões de euros.
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