O município de Sintra vai avançar com a retirada de mais de 500 contentores de recolha de roupa usada espalhados pelo concelho, numa decisão que surge após meses de queixas relacionadas com acumulação de têxteis nas ruas e dificuldades no sistema de recolha. A operação deverá estar concluída até meados de julho.
A medida representa uma mudança significativa na gestão deste tipo de resíduos, depois de vários episódios de deposição descontrolada junto aos equipamentos instalados no espaço público.
Problema que se agravou nas ruas
De acordo com o Correio da Manhã, a acumulação de roupa usada junto aos contentores tornou-se uma imagem frequente em várias zonas do concelho. O cenário, além do impacto visual, levantou preocupações relacionadas com higiene e salubridade. As dificuldades operacionais das seis empresas responsáveis pela recolha terão contribuído para o agravamento da situação.
Perante o impasse, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, decidiu avançar com notificações formais às empresas envolvidas. A ordem é clara: os contentores terão de ser removidos até meados de julho. Caso isso não aconteça, será o próprio município a assumir a retirada, cobrando depois os custos às entidades em incumprimento.
Mais de 500 equipamentos em causa
No total, estão instalados 528 contentores para recolha de roupa usada em várias ruas de Sintra. Muitos desses equipamentos funcionavam ao abrigo de protocolos entre a autarquia e empresas de reutilização têxtil. Segundo a mesma fonte, esses acordos foram expirando ao longo do tempo e não houve entendimento para renovação nos mesmos moldes, deixando a gestão do serviço num limbo administrativo.
Os equipamentos removidos pelos serviços municipais não serão destruídos de imediato. Escreve o jornal que ficarão armazenados em espaço municipal até serem reclamados ou até que a situação seja regularizada. Além dos custos da remoção, as empresas poderão ainda ter de suportar despesas adicionais relacionadas com o armazenamento desses contentores.
Nova forma de entregar roupa usada
Com a retirada dos equipamentos das ruas, a entrega de roupa passará a concentrar-se em pontos privados, nomeadamente em instalações de instituições particulares de solidariedade social. A autarquia entende que este modelo poderá permitir maior controlo sobre a recolha e reduzir os problemas que têm sido registados no espaço público.
A Câmara de Sintra prepara agora um novo procedimento para reorganizar a gestão dos resíduos têxteis no concelho. A intenção passa por criar um modelo mais estável e com maior capacidade de resposta. Para já, a prioridade é resolver o problema imediato e evitar que as ruas continuem a ser usadas como ponto de depósito improvisado para roupa usada, numa situação que se tornou cada vez mais difícil de gerir.
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