Uma equipa de paleontólogos nos Estados Unidos identificou um fóssil de serpente com cerca de 38 milhões de anos numa formação rochosa do estado de Wyoming. A descoberta ocorreu no âmbito de um estudo conduzido por investigadores especializados em fauna fóssil do período Oligoceno, e representa um avanço significativo no conhecimento da evolução dos répteis. A nova espécie foi descrita pela revista científica Zoological Journal of the Linnean Society, num artigo que destaca a raridade do achado e as suas implicações biológicas. O fóssil, quase completo e articulado, contrasta com a maioria das descobertas anteriores, que se limitavam a vértebras isoladas.
Novo género e espécie identificados surpreendem comunidade científica
A espécie, agora identificada, recebeu o nome científico Hibernophis breithaupti, e distingue-se por um conjunto de características morfológicas inéditas. De acordo com a fonte acima citada, esta serpente apresenta uma combinação de apomorfias que a diferencia de outros répteis similares até aqui conhecidos, incluindo a ausência de tubérculos basais e modificações estruturais nos ossos cranianos. A análise filogenética posiciona a Hibernophis breithaupti como um irmão biológico de todos os restantes representantes da superfamília Booidea.
Posição evolutiva levanta novas hipóteses sobre os constritores
Este grupo inclui algumas das mais conhecidas serpentes constritoras, como as jiboias e as anacondas, mas a espécie agora descrita parece ocupar uma posição mais ancestral dentro da árvore evolutiva. Segundo a mesma fonte, os investigadores não excluem a hipótese de ligação próxima com grupos como os erycines o que levanta novas questões sobre a dispersão e diversificação destes répteis ao longo do tempo.
Descrição anatómica detalhada consolida estatuto de nova espécie
A nova espécie foi inicialmente confundida com outros géneros, mas uma análise detalhada da morfologia vertebral e craniana permitiu estabelecer a sua individualidade biológica. Refere a mesma fonte que este tipo de descobertas é crucial para compreender a evolução das serpentes e a forma como colonizaram diferentes habitats ao longo de milhões de anos.
Achado poderá reformular hipóteses sobre evolução de répteis
A publicação da descrição formal de Hibernophis breithaupti representa um marco na paleontologia herpetológica, permitindo não só preencher lacunas no registo fóssil como também reformular hipóteses evolutivas anteriores. Conforme o jornal espanhol OKdiario, o espécime, preservado quase na totalidade, foi essencial para esta revisão, oferecendo dados que não estavam acessíveis em fósseis anteriores fragmentados.
Relevância crescente da paleontologia reforçada com nova descoberta
No contexto atual de crescente interesse pelo passado geológico e biológico do planeta, a descoberta em Wyoming vem sublinhar a importância de prosseguir a investigação paleontológica com meios técnicos modernos e uma abordagem interdisciplinar.
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