O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o seu núcleo duro de que o empresário Elon Musk, um dos seus conselheiros, vai deixar o cargo em breve, avançou esta quarta-feira o ‘site’ noticioso Politico.
De acordo com três fontes próximas do Presidente que pediram o anonimato, Trump disse a pessoas próximas, incluindo membros do seu gabinete, que Musk se vai afastar “nas próximas semanas” das tarefas que tem em mão na colaboração com o Governo federal.
Apesar da possível saída, Trump admitiu estar satisfeito com o trabalho de Musk à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), que tem a missão de executar um vasto processo de cortes no Governo federal prometido por Trump, de acordo com o Politico.
Nenhuma das fontes do Politico parece sugerir que esta decisão signifique o fim da relação entre o líder republicano e o homem mais rico do mundo.
Uma das fontes disse que Musk continuará como conselheiro com um estatuto mais informal e que irá aparecer ocasionalmente em eventos do gabinete presidencial, e uma outra fonte reforçou esta versão, dizendo que, quem pensa que Musk vai desaparecer da órbita de Trump, está a iludir-se.
O papel de Musk no Governo federal tem sido um dos aspetos mais questionados nos pouco mais de dois meses deste segundo mandato presidencial de Trump.
Com o fim das eleições presidenciais de novembro passado, o papel do multimilionário no poder executivo passou a ser visto cada vez mais como um fator de risco dentro da Casa Branca.
Como exemplo desse risco, está o envolvimento direto de Musk na campanha para a eleição de um juiz para o Supremo Tribunal do estado de Wisconsin.
Na primeira eleição relevante desde que Trump se tornou Presidente, a Casa Branca sofreu na terça-feira um rude golpe com a derrota do juiz conservador Brad Schimel, apoiado por Trump e financiado por Musk.
O magnata doou cerca de 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros) através de um grupo político que criou com outros magnatas da tecnologia para apoiar Schimel.
Por outro lado, os planos de Musk e do DOGE para cortar nas despesas públicas, que levaram à demissão de milhares de funcionários federais e ao encerramento de algumas agências históricas dos EUA, continuam a provocar protestos em distritos de muitos congressistas republicanos afetados por estas medidas.
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Musk considera “notícia falsa” informações sobre a sua saída do governo dos EUA
O empresário Elon Musk garantiu esta quarta-feira ser “notícia falsa” a sua saída da administração norte-americana, conforme avançado esta quarta-feira pela imprensa, através de uma mensagem na rede social X (antigo Twitter).
“Sim, é notícia falsa”, comentou Musk, ao repetir a mensagem já deixada na rede social pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt: “Este ‘furo’ (notícia) é lixo”
A porta-voz garantiu que Musk “deixará o serviço público como funcionário especial do governo quando o seu incrível trabalho no DOGE (Departamento de Eficiência Governamental) estiver concluído”
As declarações de Leavitt ocorreram depois de vários meios de comunicação avançarem a possível saída de Musk do Governo Trump, um final de certa forma reconhecido esta semana pelo próprio Presidente dos Estados Unidos, ao afirmar que Musk regressará em breve ao seu trabalho empresarial.
“Sabem, a determinada altura, acho que vai acabar. Haverá um ponto em que os secretários serão capazes de fazer esse trabalho e fazê-lo de forma muito cirúrgica, como dizemos, e é isso que queremos”, declarou Trump na passada segunda-feira, quando questionado sobre se o DOGE irá continuará a funcionar na ausência de Musk.
Este organismo dirigido por Musk tem estado rodeado de polémica desde o início do segundo mandato presidencial de Trump, a 20 de janeiro deste ano, devido às suas rápidas iniciativas para despedir dezenas de milhares de funcionários públicos federais e desmantelar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
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