Um sismo de magnitude 8,7 atingiu esta madrugada a península russa de Kamchatka, provocando de imediato alertas de tsunami no Japão e nos Estados Unidos. De acordo com a Lusa, as autoridades japonesas emitiram ordens de evacuação em várias regiões, incluindo áreas do norte, leste e centro do país, enquanto reforçam a monitorização da situação no Pacífico.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) elevou o nível de alerta para ondas de até três metros ao longo da costa pacífica japonesa. A baía de Tóquio e a baía de Osaka, onde decorre a EXPO2025, também estão sob aviso para tsunamis que podem atingir um metro de altura. Em algumas zonas do mar do Japão, as previsões apontam para ondulações de cerca de 20 centímetros.
Epicentro e primeiros impactos
Segundo a mesma fonte, o sismo foi registado às 08:25 h locais (00:25 h em Lisboa) e inicialmente estimado em magnitude 8, tendo sido revisto para 8,7. O abalo ocorreu ao largo da costa sul de Kamchatka, a aproximadamente 18 quilómetros de profundidade, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Apesar da intensidade, o terramoto foi pouco sentido no Japão, atingindo apenas o nível dois na escala sísmica japonesa, que mede os efeitos à superfície. As cidades de Kushiro, Akkeshi, Shibetsu e Betsukai, situadas no extremo sudeste de Hokkaido, foram as que registaram maior perceção do tremor.
Alertas e evacuações
O Governo japonês ativou uma equipa especial para gerir a situação, confirmou o porta-voz Yoshimasa Hayashi. Conforme a Lusa, as ordens de evacuação foram emitidas para zonas costeiras com maior risco, e as autoridades continuam a monitorizar a evolução das ondas.
Do outro lado do Pacífico, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami para o Havai e partes do Alasca, colocando o restante da costa oeste em estado de atenção. O risco de impacto dependerá da intensidade e do percurso das ondas geradas pelo abalo.
Situação em acompanhamento
Embora o sismo tenha ocorrido em território russo, a proximidade a áreas habitadas e o histórico de tsunamis na região justificam a vigilância apertada. Acrescenta a publicação que os primeiros impactos do tsunami no Japão poderão ser sentidos nas horas seguintes, enquanto se aguarda confirmação do comportamento das ondas no Pacífico central e oriental.
A experiência recente leva as autoridades a reforçar as medidas de prevenção, sobretudo em áreas costeiras expostas. O acompanhamento em tempo real e a rápida difusão de informações são, neste momento, fundamentais para garantir a segurança das populações.
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