22 de maio. Celebra-se hoje, em simultâneo, o Dia Internacional da Biodiversidade e o Dia do Abraço. À primeira vista, parecem duas efemérides distintas — mas talvez nunca como hoje, tenham feito tanto sentido juntas.
Num mundo onde se perde biodiversidade todos os dias, talvez o mais urgente seja mesmo isto: voltar a abraçar. A natureza. A vida. O futuro.
A biodiversidade é muito mais do que a variedade de plantas e animais. É o equilíbrio silencioso que sustenta o nosso planeta: os ecossistemas que purificam o ar, que nos dão alimento, que regulam o clima e a água. Cada espécie tem um papel extremamente importante no equilíbrio deste já frágil planeta. Cada árvore, cada ave, cada polinizador conta.
Mas esse equilíbrio está em risco. O alerta do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, não deixa margem para dúvidas:
“A humanidade está a destruir a biodiversidade a passos largos.”
Em todo o mundo, e também no Algarve, assistimos à destruição de habitats naturais, à ocupação desordenada do território, à poluição invisível que se infiltra nos rios e no mar, à perda de espécies que desaparecem sem nunca as termos conhecido.
Vivemos como se a natureza fosse um recurso inesgotável. Mas não é, acreditem que não é!
Como Engenheiro do Ambiente e Deputado Municipal em Olhão, tenho sentido de perto esta realidade:
A destruição cada vez mais acelerada dos ecossistemas da Ria Formosa.
A ausência de políticas sérias, concretas e exequíveis para proteger o nosso arvoredo urbano, as nossas florestas, os ecossistemas marinhos e terrestres.
A ocupação descontrolada de zonas sensíveis e a descaracterização do território.
E até a invisibilidade de espécies como as abelhas, sem as quais grande parte do que comemos simplesmente deixaria de existir.
Hoje, mais do que um artigo, deixo um apelo.
Precisamos de voltar a abraçar a biodiversidade — com políticas públicas sérias, com decisões informadas, com educação ambiental desde cedo. Mas também com gestos concretos: plantar, preservar, respeitar. Proteger com coragem.
E se hoje também é o Dia do Abraço, que este seja o dia em que, simbolicamente, voltamos a abraçar o essencial.
A natureza, sim. Mas também o que ela nos ensina: equilíbrio, interdependência, humildade, acima de tudo, faz-nos cada vez mais falte a humildade. Este magnifico planta que nos acolheu merece mais, merece muito mais de cada um de nós, seres humanos!
Porque defender a biodiversidade não é só proteger os outros seres vivos. É garantir que nós próprios continuamos a viver.
Sobre o autor do artigo: Alexandre Pereira é engenheiro do Ambiente, deputado Municipal em Olhão e defensor incondicional da biodiversidade. Tem dedicado a sua vida pública à proteção da natureza, à justiça social e à causa animal. Acredita que o Algarve precisa de mais ação ecológica, menos promessas, e que preservar o planeta começa no território de cada um de nós. Alexandre Pereira tem ainda como prioridade transformar Olhão num exemplo nacional de sustentabilidade e respeito pelos ecossistemas.
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