O aumento dos preços no Algarve continua a gerar debate, mas o CEO do Vila Galé considera que a explicação vai além da inflação ou do custo das férias. Gonçalo Rebelo de Almeida defende que o destino passou por um reposicionamento nos últimos anos, impulsionado pela melhoria da oferta hoteleira e pela chegada de novos mercados, incluindo passageiros transportados por voos diretos para o Aeroporto de Faro.
Em entrevista ao Negócios e a Antena 1, o responsável pelo grupo hoteleiro rejeitou a ideia de que o Algarve seja atualmente um destino excessivamente caro, embora reconheça que houve uma evolução dos preços.
Novos hotéis mudaram o posicionamento
Na perspetiva do gestor, uma das razões para o ajustamento dos valores está relacionada com o aparecimento de unidades hoteleiras de categoria superior, dirigidas a segmentos diferentes do mercado. “Terem aparecido hotéis melhores e mais requintados, que surgiram com outros preços e para diversificar aquilo que era um mercado quase único do Algarve”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida, explicando que essa transformação alterou a perceção do destino.
Outro dos fatores apontados pelo CEO do Vila Galé prende-se com a crescente procura por parte de turistas norte-americanos, facilitada pela existência de ligações aéreas diretas para Faro. A entrada deste novo mercado contribuiu para elevar o posicionamento do Algarve junto de visitantes com maior capacidade financeira, influenciando também a perceção dos preços praticados na região.
Mercado nacional mantém-se estável
Apesar da discussão em torno do custo das férias, Gonçalo Rebelo de Almeida garante que os portugueses continuam a escolher o Algarve para passar o verão. “O mercado português representa 50% do nosso negócio global” e “não temos sentido queda nenhuma do mercado português”, afirmou o gestor. Acrescentou ainda que as perspetivas para este verão acompanham os resultados registados no ano passado.
Na entrevista, o responsável explicou que esta evolução da oferta turística também permitiu reforçar a posição de Portugal face a outros destinos internacionais de sol e praia. O reposicionamento do Algarve, refere a publicação, procurou aumentar a diversidade da oferta sem comprometer a competitividade do destino no contexto do turismo internacional.
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