Natural de Faro, onde morreu em 25 de setembro, aos 89 anos, Maria do Carmo Romão foi recordada pelo Presidente da República pela “firmeza” com que defendeu o feminismo, a igualdade de oportunidades e a justiça social.
A morte da antiga deputada socialista e ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi anunciada no dia seguinte por uma fonte familiar.
“Foi com pesar que o Presidente da República tomou conhecimento do falecimento de Maria do Carmo Romão”, refere a nota publicada em 26 de setembro no site da Presidência, citada pela Lusa.
António José Seguro descreveu-a como “uma mulher de fortes convicções, que abraçou com firmeza causas como o feminismo, a igualdade de oportunidades e a justiça social”.
Ao apresentar condolências à família e aos amigos, o chefe de Estado salientou que deixa “um exemplo de cidadania e de inspiração para as novas gerações”.
De Faro à administração pública
Nascida em 25 de agosto de 1937, filha de um casal de pequenos agricultores, Maria do Carmo Romão frequentou a instrução básica e liceal em Faro. Prosseguiu os estudos na Faculdade de Direito de Lisboa, onde frequentou o curso de Direito.
No início da década de 1960, ingressou no então Ministério das Corporações, ascendendo a vários cargos dirigentes, recordou a família.
Após o 25 de Abril, presidiu à Comissão da Condição Feminina, organismo público que deu origem à atual Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Em 1989, foi nomeada pelo Presidente da República, Mário Soares, para o cargo de secretária-adjunta do governador de Macau.
Dirigiu a Santa Casa e foi eleita deputada em três legislaturas
Maria do Carmo Romão Sacadura Santos foi provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entre janeiro de 1996 e dezembro de 2001.
Foi também eleita deputada pelo PS à Assembleia da República nas VII, VIII e IX legislaturas.
As duas primeiras corresponderam aos governos liderados por António Guterres, entre 1995 e 1999 e entre 1999 e 2002. A terceira decorreu entre 2002 e 2005, durante os governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes.
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