O Algarve registou em junho a segunda avaliação bancária mais elevada do país tanto nos apartamentos, com 2.988 euros por metro quadrado, como nas moradias, com 2.795 euros, num mês em que a mediana nacional atingiu o recorde de 2.228 euros, segundo o INE.
O valor mediano da avaliação bancária da habitação em Portugal aumentou 20 euros face a maio, o equivalente a uma subida mensal de 0,9%, e ficou 16,6% acima do registado em junho de 2025.
A variação homóloga desacelerou ligeiramente em relação aos 17,1% observados em maio, mas não foi registada qualquer descida regional. Os Açores apresentaram o crescimento anual mais acentuado, de 24%.
Os valores resultam das avaliações realizadas pelas instituições bancárias no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação.
Apartamentos no Algarve aproximam-se dos três mil euros
Nos apartamentos, a mediana nacional da avaliação bancária fixou-se em 2.613 euros por metro quadrado, mais 18,3% do que no mesmo mês de 2025.
A Grande Lisboa apresentou o valor mais elevado, com 3.411 euros por metro quadrado, seguindo-se o Algarve, com 2.988 euros. No extremo oposto ficaram o Alentejo, com 1.711 euros, e o Centro, com 1.713 euros.
Face a maio, o valor mediano dos apartamentos aumentou 1,3% no conjunto do país, sem que qualquer região tenha registado uma descida. O Alentejo apresentou a maior subida mensal, de 8%.
Por tipologia, os apartamentos T1 atingiram uma mediana de 3.302 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em maio. Nos T2, o aumento foi de 53 euros, para 2.694 euros, enquanto os T3 subiram 24 euros, para 2.253 euros.
Estas três tipologias representaram 92,6% das avaliações de apartamentos realizadas em junho.
Moradias algarvias também entre as mais valorizadas
Nas moradias, o valor mediano nacional alcançou 1.600 euros por metro quadrado, traduzindo um crescimento homólogo de 15,2%.
Também neste segmento, a Grande Lisboa e o Algarve registaram as avaliações mais elevadas, com 2.900 e 2.795 euros por metro quadrado, respetivamente.
O Centro apresentou o valor mais baixo, de 1.153 euros, seguindo-se o Alentejo, com 1.276 euros por metro quadrado.
Na comparação com junho de 2025, o Oeste e Vale do Tejo registou o crescimento mais expressivo nas moradias, de 19,3%, não se tendo verificado qualquer redução regional.
Face a maio, a avaliação das moradias subiu 1,2%. O Oeste e Vale do Tejo voltou a liderar, com um acréscimo de 2,6%, enquanto o Alentejo registou a única descida, de 0,2%.
As moradias T2 atingiram 1.601 euros por metro quadrado, mais 22 euros do que no mês anterior. Os imóveis T3 subiram 20 euros, para 1.551 euros, e os T4 aumentaram 13 euros, para 1.685 euros.
No conjunto, estas tipologias corresponderam a 88,1% das avaliações de moradias consideradas pelo INE.
Algarve fica 32% acima da mediana do país
Na análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa apresentou valores de avaliação 50,3% superiores à mediana nacional. O Algarve surgiu imediatamente depois, com uma diferença positiva de 32%, seguido da Península de Setúbal, com 23,9%.
Em sentido contrário, a Beira Baixa registou valores 53% abaixo da mediana do país. Seguiram-se as Beiras e Serra da Estrela, com menos 52,4%, e o Alto Alentejo, com uma diferença negativa de 52,3%.
Para calcular o valor mediano de junho, o INE considerou 33.595 avaliações bancárias, das quais 20.893 relativas a apartamentos e 12.702 a moradias.
O número total aumentou 3% em comparação com junho de 2025, mas recuou 5,5% face a maio, mês em que tinham sido realizadas mais 1.957 avaliações.
A estatística abrange habitações com uma área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados que tenham sido avaliadas no âmbito de pedidos de crédito à habitação.
A.Pinto / HDF
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