O atual xadrez geopolítico levanta uma enorme sombra de preocupação sobre a segurança interna do nosso território e do restante continente europeu. A polícia portuguesa tem estado em alerta e acompanha as movimentações suspeitas de um contingente estrangeiro altamente treinado para cenários de guerra e de violência extrema. Existe o receio real e fundamentado nas altas patentes comunitárias de que militares russos possam chegar a Portugal de forma silenciosa.
A ameaça invisível diz respeito à possível entrada de antigos combatentes com cadastro violento que foram recrutados nas prisões do país invasor. A revelação é feita pelo Expresso, que cita uma fonte do setor judicial que confessou a esta publicação que a distância geográfica da capital portuguesa não diminui os níveis de prontidão das autoridades nacionais.
O perigo iminente reside na desmobilização sucessiva destes combatentes e na sua tentativa de viajar pelo continente através de vistos de circulação normais. O assunto tem motivado discussões muito profundas ao mais alto nível diplomático em diversas reuniões realizadas nas instâncias comunitárias.
O documento que expõe o perigo continental
Indica a mesma fonte que o nível de alarme motivou o envio de uma missiva urgente no passado dia 11 de março. O documento foi redigido e subscrito pelos chefes de Estado e de Governo de oito nações, incluindo a Alemanha, a Suécia e a Finlândia. Os destinatários principais desta carta oficial foram o presidente do Conselho Europeu, António Costa e a líder máxima da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen.
Os líderes políticos alertam que estes indivíduos possuem larga experiência de combate e representam riscos gravíssimos para a estabilidade do continente. O contingente em causa integra 180 mil criminosos que cumpriam penas e que acabaram transferidos diretamente das celas para a frente de batalha. O aumento das autorizações de residência emitidas a cidadãos desta nacionalidade específica agudiza fortemente a preocupação dos governantes signatários.
O calcanhar de Aquiles do espaço de circulação
Explica a referida fonte que a natureza aberta do acordo fronteiriço europeu transforma uma entrada num único país num problema de dimensão global. A liberdade de movimentação dita que o impacto na segurança pública não depende de qual foi o Estado soberano a emitir o documento. O cruzamento das fronteiras iniciais permite a deslocação destes elementos de forma fluida e sem grandes rastos administrativos.
Os oito governos exigem medidas coordenadas para impedir o acesso destes indivíduos ao território europeu de forma dura e intransigente. Um porta-voz da Comissão Europeia veio a público confirmar a receção formal da queixa no gabinete da presidência da instituição. A entidade compromete-se a apoiar a aplicação de proibições de entrada exclusivas para quem participou ativamente na guerra de agressão.
A sombra da sabotagem e do crime organizado
As suspeitas dos serviços de informações ocidentais apontam para a utilização destes indivíduos como peões descartáveis numa guerra híbrida muito silenciosa. As secretas de Moscovo poderão estar a coordenar estes perfis para a execução de atos de terrorismo e de pura sabotagem infraestrutural. O conhecimento bélico aprofundado destes homens transforma-os em ativos de enorme valor para a desestabilização contínua das democracias alvo.
O histórico recente regista casos suspeitos de ataques com aparelhos explosivos em zonas de grande afluência comercial em várias nações. A lista de incidentes perigosos engloba o descarrilamento de composições ferroviárias e o envio de pacotes incendiários em voos de transporte na Lituânia e Alemanha. Existem ainda receios de que estes veteranos integrem redes de criminalidade organizada para atuar diretamente a mando da espionagem estatal.
O silêncio institucional sobre o alerta
Explica ainda o Expresso que Portugal optou por não colocar a sua assinatura ao lado das nações signatárias neste apelo político oficial. O jornal questionou diretamente o Governo nacional sobre as razões precisas que motivaram o afastamento face a este documento de aviso continental. O executivo liderado por Luís Montenegro manteve o silêncio e não prestou qualquer esclarecimento institucional até ao momento de fecho da edição do semanário.
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