A Europa precisa que os jovens europeus comecem a ter voz. Está na hora de dar palco a quem realmente vai ser o futuro deste continente. Nós, as novas gerações.
Como jovem português e europeísta, acredito que é fundamental alertar todos os jovens para a importância de uma união forte e coesa entre os vários países europeus. Mas, ao mesmo tempo, é necessário que esta união respeite as particularidades e identidade de cada país, e Portugal não é exceção.
A construção europeia foi um projeto visionário que trouxe paz e estabilidade a um continente que era marcado por conflitos. Hoje, a Europa volta a enfrentar guerras, crises económicas, migrações em massa e ameaças à segurança. Para enfrentar estes desafios, é vital que os países europeus estejam unidos, coordenando políticas e esforços para proteger os seus cidadãos, sobretudo os jovens que serão os líderes e construtores do futuro.
Contudo, uma Europa verdadeiramente forte não pode ser uma Europa que não olhe para as diferenças e imponha regras que não se ajustem às realidades de cada país. Cada país tem a sua história, a sua cultura, os seus valores, e Portugal tem um papel fundamental neste rumo europeu. Defender a identidade portuguesa não é um ato de rejeição da Europa, mas sim uma forma de garantir que Portugal mantém a sua voz, o seu espaço e os seus interesses dentro deste projeto comum.
Para os jovens portugueses, isso significa reconhecer que ser europeu não implica perder a sua identidade nacional, muito pelo contrário. É possível e necessário construir um futuro europeu onde cada país contribua com a sua riqueza cultural, social e política. Uma Europa que respeite esta diversidade é uma Europa mais justa, mais inclusiva e mais forte.
Mas o que é que os jovens europeus precisam verdadeiramente de saber? E será possível uma Europa unida que respeite, de facto, a autonomia dos seus países?
Continua a ser fundamental que a Europa promova a integração europeia e o espírito de entreajuda entre os seus Estados-membros. No entanto, é igualmente importante que os jovens sejam informados sobre a necessidade de construir uma Europa presente, unida e capaz de crescer a partir da sua diversidade. Uma Europa moderna não pode ignorar as diferenças entre países, deve saber interligá-las, respeitá-las e utilizá-las como motor de desenvolvimento.
Só assim será possível avançar para um modelo de crescimento sustentável, onde cada país evolui segundo as suas necessidades específicas, mas sempre em sintonia com os objetivos comuns do continente. Desta forma, a Europa estará mais preparada para apoiar os países que acabarão por depender mais de si, sem perder de vista o bem comum europeu. Apenas com esta visão será possível fortalecer, verdadeiramente, a Europa. E volto a reforçar. Sim, é possível.
Por isso, convido todos os jovens europeus, e em particular os portugueses, a assumirem-se como protagonistas deste tempo. Devemos exigir mais participação nas decisões europeias, mais espaços de debate e mais políticas que valorizem as especificidades de cada país. Ao mesmo tempo, precisamos de uma visão clara de união e cooperação para não perdermos o caminho ao bem comum europeu.
A Europa precisa de uma nova geração de jovens conscientes, preparados e empenhados. E Portugal precisa que esses jovens tenham a confiança para afirmar a sua identidade e defender os interesses nacionais dentro do projeto europeu. O futuro está nas nossas mãos, e temos a responsabilidade de construir uma Europa unida, forte e plural, onde Portugal tenha o seu lugar garantido.
Sobre o autor do artigo: Tiago Casimiro é natural de Almodôvar e estuda na Universidade do Algarve. É um jovem português, europeu convicto.

“40 Visões da Europa”
A 12 de junho de 1985, Espanha e Portugal assinaram o Tratado de Adesão às então Comunidades Europeias (Comunidade Económica Europeia, Comunidade Europeia da Energia Atómica e Comunidade Europeia do Carvão e do Aço). Este foi o terceiro alargamento.
O Europe Direct Algarve, a CCDR Algarve, a Eurocidade do Guadiana e outros parceiros transfronteiriços associaram-se para assinalar a data. A rubrica «40 Visões da Europa» vai dar voz a 40 pessoas (líderes políticos e associativos, jovens, cidadãos ,..)
Entre 4 de maio e 12 de junho (data da assinatura dos 40 anos do Tratado de Adesão) todos os dias um artigo. Mais informação sobre a campanha na página conjunta (4) Facebook
Leia também: 40 visões da Europa: Escuta ativa – o impacto da política local para a União Europeia | Por David Correia

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