O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) elevou na última quarta-feira, 22 de julho, o nível de alerta do vulcão do Pico para V1, na sequência de um aumento da atividade sísmica registada nas últimas horas. A alteração significa que o sistema vulcânico entrou numa fase de equilíbrio metaestável, embora, até ao momento, os sismos registados sejam de baixa magnitude.
Segundo a agência de notícias Lusa, a intensificação da atividade começou às 5:48 h locais, tendo os epicentros sido localizados no flanco sul do vulcão.
Atividade aumentou durante a madrugada
Segundo a informação divulgada pelo CIVISA, o sismo mais energético ocorreu às 5:50 h e atingiu magnitude 2,4 na escala de Richter. O abalo teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a nordeste de São Caetano e foi sentido com intensidade máxima III/IV na escala de Mercalli Modificada nas localidades de São Caetano e Candelária, ambas no concelho da Madalena, na ilha do Pico.
A subida para o nível V1 não indica que esteja iminente uma erupção, mas traduz uma alteração no comportamento habitual do sistema vulcânico. O CIVISA explica que este nível corresponde a um “sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável”, significando que existe atividade acima do normal que justifica um acompanhamento reforçado pelas autoridades científicas.
Medida mantém-se durante oito dias
O organismo responsável pela vigilância sismovulcânica dos Açores informou que o novo nível de alerta permanecerá em vigor durante oito dias. Acrescenta a agência noticiosa que esse prazo poderá ser alterado caso a evolução da atividade sísmica justifique uma nova atualização do estado do vulcão.
O sistema de alertas vulcânicos utilizado pelo CIVISA está dividido em oito níveis, permitindo acompanhar a evolução da atividade dos diferentes sistemas vulcânicos dos Açores. O nível mais baixo, V0, corresponde a um vulcão em repouso, enquanto o mais elevado, V7, é reservado para situações de erupção magmática ou hidromagmática em curso com explosividade muito elevada.
Sismos continuam a ser de baixa magnitude
Apesar da alteração do nível de alerta, os abalos registados até agora enquadram-se na categoria de sismos de baixa magnitude.
Segundo a classificação da escala de Richter, um sismo de magnitude 2,4 é considerado muito pequeno. Já a intensidade III/IV na escala de Mercalli significa que o fenómeno pode ser sentido pela população, sobretudo no interior dos edifícios, provocando vibrações, oscilação de objetos suspensos e o tilintar de vidros e loiças, sem representar, por si só, danos significativos.
O CIVISA continuará a acompanhar a evolução da atividade sísmica no vulcão do Pico para avaliar qualquer alteração do comportamento do sistema. Conforme a Lusa, a elevação para o nível V1 tem um caráter preventivo e resulta do aumento da sismicidade observado nas últimas horas, mantendo-se a monitorização permanente da situação.
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