Para quem viaja do Reino Unido para Portugal, há uma atualização importante: a autorização ETIAS, muitas vezes comparada ao ESTA dos EUA, não vai ser exigida “já”, porque a União Europeia (UE) aponta o arranque do sistema para o último trimestre de 2026 e prevê períodos de transição das regras e de tolerância antes de se tornar obrigatória.
De acordo com o jornal britânico Express, a notícia alivia, pelo menos por agora, quem temia novas burocracias à porta de embarque em 2026, sobretudo em rotas com muita procura para Lisboa, Porto e Faro, onde as filas de controlo fronteiriço já são um ponto sensível nos picos de férias.
O ETIAS é uma autorização de viagem para cidadãos de países isentos de visto (como o Reino Unido) e funcionará online, ligado digitalmente ao passaporte, com validações em bases de dados de segurança e migração.
O que é o ETIAS e quando passa a contar (mesmo) para Portugal
Segundo o quadro europeu, o ETIAS começa a operar no último trimestre de 2026, mas a sua entrada em cena não significa “obrigatório no dia 1”: está previsto um período transitório de pelo menos seis meses, seguido de um período de graça de pelo menos seis meses.
Na prática, isto empurra a obrigatoriedade para 2027 (no mínimo), porque durante a transição os viajantes devem começar a pedir ETIAS, mas não serão impedidos de entrar se cumprirem as restantes condições de entrada; e a seguir ainda existe uma fase de tolerância para primeiras entradas.
Quando estiver ativo, o pedido será feito no site/app oficiais, demorará poucos minutos na maioria dos casos, e a autorização terá validade de vários anos (ou até o passaporte expirar), permitindo estadias curtas dentro das regras normais do espaço Schengen.
E quanto custa? A taxa que já está definida
A Comissão Europeia anunciou que a taxa do ETIAS será de 20 euros, substituindo o valor anterior mais baixo que chegou a ser apontado em anos anteriores, com isenções para certos grupos (como menores e pessoas mais velhas).
Isto é relevante porque já há sites e anúncios enganadores a “vender” ETIAS como se fosse obrigatório já, e, em muitos casos, a cobrar valores inflacionados. A UE tem repetido que, por agora, não há ação necessária até o sistema abrir oficialmente.
Para quem planeia viagens para Portugal em 2026, as regras de prudência são simples: não pague nada “para o ETIAS” até existir uma abertura oficial do portal europeu e comunicações formais com datas concretas.
A mudança que chega primeiro: EES com biometria até abril de 2026
Antes do ETIAS, a grande alteração para britânicos (e outros não-UE) é o Entry/Exit System (EES), o novo sistema de registo de entradas e saídas com dados biométricos. A própria UE indica uma introdução gradual, com implementação total até 10 de abril de 2026.
Isto significa que, na primeira entrada sob o EES, poderá haver recolha de fotografia facial e impressões digitais, substituindo gradualmente o carimbo manual no passaporte e criando um registo eletrónico para controlar prazos de permanência.
Na prática, é aqui que podem nascer as filas: mesmo processos “rápidos” por passageiro podem criar atrasos quando chegam voos cheios ao mesmo tempo, algo que interessa diretamente a Portugal, pela concentração de chegadas em dias de troca de turistas.
O que não muda (e o que convém confirmar antes do voo)
Apesar do ruído à volta de EES e ETIAS, há coisas que continuam a contar: as regras de entrada (como limites de permanência) e a necessidade de passaporte válido mantêm-se como base, e os novos sistemas vêm sobretudo reforçar controlo e automatização.
Segundo o Express, o melhor conselho para 2026 é operacional: conte com mais tempo no controlo fronteiriço, leve documentação organizada e esteja atento a comunicações oficiais das autoridades europeias à medida que as datas se aproximam.
E, quando o ETIAS abrir, a prioridade será evitar intermediários “manhosos”: a autorização é um processo digital europeu, com taxa definida e canais oficiais, e é aí que o viajante deve tratar de tudo, nem mais, nem menos.
















