A Polícia Nacional espanhola divulgou um aviso nas redes sociais: antes de deitar fora ou reciclar uma encomenda, deve eliminar por completo a etiqueta de envio, onde surgem dados como nome, morada e número de telefone, informação que pode ser usada por burlões.
De acordo com o jornal espanhol AS, a mensagem foi partilhada num vídeo e resume-se a uma ideia direta: à primeira vista é “só uma etiqueta”, mas pode valer muito para quem procura dados pessoais fáceis de recolher. O alerta ganha peso em períodos de maior volume de compras online, quando também aumenta a quantidade de caixas descartadas.
A recomendação prática é simples: destruir a etiqueta antes de a caixa seguir para o lixo ou para a reciclagem, garantindo que a informação fica totalmente ilegível. A Polícia sugere rasgar em vários pedaços ou riscar os dados com marcador até não se conseguir ler nada.
Porque é que uma simples etiqueta pode abrir a porta a burlas
As etiquetas de envio podem juntar, num só sítio, três dados-chave: identidade (nome), localização (morada) e contacto (telefone). Essa combinação é frequentemente suficiente para tentativas de fraude “credíveis”, com mensagens a fingir transportadoras, lojas ou serviços, ou para abordagens de engenharia social.
Em campanhas semelhantes, a Polícia e outras autoridades europeias têm associado este tipo de descuido a riscos como suplantação de identidade e burlas que começam com dados recolhidos “ao acaso”. Em Espanha, de acordo com o AS, esse argumento foi também usado em alertas públicos durante a época natalícia, quando as entregas disparam.
O ponto central não é o método escolhido, mas o resultado: se a informação continuar legível, pode ficar acessível a quem a encontre. Por isso, o aviso insiste em tornar os dados irreconhecíveis antes de descartar a embalagem.
O que fazer em casa: três passos rápidos antes de reciclar
Primeiro, procure a etiqueta e remova-a por completo (muitas caixas têm também etiquetas pequenas com códigos, ou duplicados). Depois, destrua: rasgue em pedaços pequenos ou use um marcador permanente para cobrir nome, morada, telefone e códigos até não haver leitura possível. Por fim, confirme se não ficou dentro da caixa qualquer documento com dados (fatura, guia, talão).
Se optar por rasgar, o ideal é reduzir a etiqueta a fragmentos que não permitam reconstituir a informação. Se optar por riscar, faça-o dos dois lados e com tinta que não “transpareça” ao secar. Evite soluções perigosas (como queimar), além do risco de acidente, não é necessário para cumprir o objetivo.
Há ainda métodos alternativos referidos noutras campanhas, como usar álcool/gel para apagar tinta em certas etiquetas, mas a regra de ouro mantém-se: só deite fora quando tiver a certeza de que os dados deixaram de ser legíveis.
E em Portugal: boas práticas e onde pedir ajuda se desconfiar de burla
Em Portugal, a lógica é a mesma e já aparece em recomendações de literacia financeira e segurança: autocolantes de encomendas contêm dados pessoais e devem ser destruídos antes de irem para o lixo ou para a reciclagem.
Se receber mensagens ou chamadas suspeitas a propósito de entregas (por exemplo, links “urgentes” para pagar taxas, confirmar moradas ou “desbloquear” encomendas), a orientação geral é não clicar e procurar canais oficiais. A Polícia Judiciária mantém uma área pública de alertas ao cidadão sobre esquemas de fraude e cibercrime.
No fim, é um hábito pequeno que reduz exposição: antes de reciclar, retire a etiqueta, torne os dados ilegíveis e só depois descarte a embalagem. Num tempo de compras online e burlas cada vez mais “personalizadas”, este detalhe pode poupar muitos problemas.
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