Conhecida pelas águas cristalinas e pela vida noturna animada, Malta tornou-se um dos destinos de verão mais populares na Europa. Mais de 700 mil britânicos viajam todos os anos para o arquipélago, mas as autoridades do Reino Unido alertam agora para um risco crescente neste destino no Mediterrâneo: turistas devem estar especialmente atentos às suas bebidas em zonas de diversão noturna, segundo o jornal Daily Express.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, têm sido registados vários casos de turistas drogados em bares e clubes privados localizados em Paceville, o principal bairro da vida noturna de Malta.
Alerta para quem visita Paceville
A recomendação das autoridades é clara: manter sempre as bebidas sob vigilância e verificar cuidadosamente as contas antes de pagar. O aviso é particularmente dirigido aos visitantes da zona de Paceville, onde se concentra a maioria dos bares e discotecas frequentados por turistas, o que, segundo a mesma fonte, pode facilitar a atuação de criminosos.
“Criminosos têm drogado pessoas em alguns bares e clubes privados no bairro de Paceville. Foram forçadas a gastar muito dinheiro ou foram agredidas”, lê-se no alerta oficial do governo britânico.
Como agir em caso de emergência
Em situações de emergência médica, como intoxicação por substâncias, o número a contactar em Malta é o 112. Este número dá acesso aos serviços de ambulância, polícia e bombeiros. Caso o incidente envolva turistas estrangeiros, as autoridades recomendam também o contacto imediato com a seguradora de viagem e com a agência ou operador turístico.
Lei da droga
Desde 2021 que Malta legalizou o cultivo e consumo doméstico de canábis, mas apenas para residentes. O consumo em público continua proibido, assim como a posse por turistas, conforme refere o jornal Daily Express.
Quem for apanhado a violar a lei arrisca pesadas coimas, penas de prisão e, em casos mais graves, a proibição de entrada no espaço Schengen durante um período até cinco anos.
Apesar de Malta ser geralmente considerada segura, as autoridades britânicas relembram que “nenhuma viagem está totalmente isenta de risco”, reforçando o apelo à prudência, sobretudo nas zonas turísticas mais movimentadas.
Leia também: Espanhóis alertam para uma das espécies mais perigosas do Mediterrâneo que já chegou às suas praias
















