A casa onde nasceu Adolf Hitler, na cidade austríaca de Braunau am Inn, reabriu esta quarta-feira, 22 de julho, com uma função completamente diferente daquela que a tornou conhecida. Após uma profunda remodelação, o edifício passa agora a acolher uma esquadra da polícia e um centro de formação, numa decisão que pretende retirar ao local o peso simbólico associado ao fundador do regime nazi.
Segundo a agência de notícias Lusa, a mudança integra uma estratégia das autoridades austríacas para impedir que o imóvel continue a ser visto como um ponto de referência para grupos neonazis ou admiradores da figura de Hitler.
A partir de agora, o edifício acolhe o novo centro policial de Braunau am Inn e instalações da Academia de Segurança, onde serão ministradas ações de formação destinadas a agentes das forças de segurança. Entre as matérias previstas encontram-se também conteúdos ligados aos direitos humanos, uma escolha que procura reforçar o contraste entre a nova utilização do espaço e o passado associado ao imóvel.
Resposta ao peso da História
A decisão surge depois de vários anos de discussão sobre o futuro da casa onde Adolf Hitler nasceu, procurando evitar que o edifício permanecesse ligado ao simbolismo do antigo líder nazi. Segundo a mesma fonte, a intenção do Governo austríaco passa por integrar o imóvel nas estruturas de um Estado democrático, atribuindo-lhe uma função pública permanente.
Uma das principais preocupações das autoridades era impedir que a casa continuasse a atrair simpatizantes da ideologia neonazi, fenómeno que motivou sucessivos debates sobre o destino do edifício. Em vez de transformar o imóvel num museu ou de o manter sem utilização, a solução encontrada foi dar-lhe uma função institucional ligada ao serviço público e à formação policial.
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