O Município de Tavira é o melhor classificado do Algarve no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2024, ocupando o segundo lugar nacional entre os concelhos de média dimensão, com 1.504 pontos, apenas atrás de Abrantes (Santarém) e à frente de Castelo Branco.
O relatório, elaborado pelo Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e do Tribunal de Contas (TdC), destaca o bom desempenho global das autarquias algarvias, colocando o distrito de Faro entre os que têm metade ou mais dos seus municípios no grupo dos 100 mais eficientes do país.
De acordo com o anuário, o distrito de Faro surge ao lado de Lisboa e da Região Autónoma da Madeira como um dos territórios que mais se destacam pela eficácia e sustentabilidade na gestão financeira municipal.
A análise baseia-se em dez indicadores de desempenho, incluindo índice de liquidez, endividamento, execução orçamental, prazos médios de pagamento e impostos diretos por habitante, entre outros critérios. O relatório sublinha que apenas 86 dos 308 municípios portugueses atingiram um nível considerado satisfatório de eficácia e eficiência financeira, ou seja, pelo menos 50% da pontuação máxima possível. Tavira é o único município algarvio a figurar entre os dez primeiros do país, reforçando a posição do Algarve como região com melhoria consistente na gestão financeira local.
Sintra, Abrantes e Óbidos lideram ‘ranking’ do desempenho financeiro
A nível nacional, o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2024 é liderado por Sintra (Lisboa), com 1.695 pontos, na categoria de grandes municípios, seguindo-se Maia (1.683) e Amadora (1.554). Entre os de pequena dimensão, o destaque vai para Óbidos (Leiria), com 1.606 pontos, seguido da Murtosa (Aveiro) e de Santa Cruz das Flores (Açores). Os investigadores concluem que as autarquias de menor dimensão continuam a enfrentar maiores dificuldades em alcançar níveis elevados de eficiência, devido ao baixo volume de receitas próprias, nomeadamente de impostos municipais.
No conjunto do país, o relatório reconhece uma melhoria global da gestão financeira municipal, evidenciada pela redução do endividamento, pela maior rapidez nos pagamentos a fornecedores e pela melhor execução orçamental, confirmando uma tendência de consolidação das finanças locais iniciada há quase uma década.
Leia também: Vai haver cortes de luz prolongados em Portugal nesta data e estas serão as regiões afetadas
















